Quem nunca se sentiu amedrontado diante de alguma situação nova, como viajar de avião, falar em público, assumir uma função no trabalho ou ficar frente a frente com um animal peçonhento? Sentir medo é comum, pois é uma resposta emocional adaptativa do ser humano. O problema começa quando esse sentimento se torna desproporcional e passa a trazer prejuízo para a realização de atividades rotineiras. Nesse caso, já se transformou em fobia e merece atenção.

A definição é do professor do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL), neurocientista Eduardo Carvalho Netto.

De acordo com o psiquiatra Deyvis Rocha, de São Paulo, a fobia é semelhante ao medo, mas nela existe um nível de ansiedade que interfere diretamente na vida do fóbico. ''A pessoa com fobia passa a evitar, conscientemente, as situações e os estímulos temidos. Apenas por antecipar em pensamento uma situação fóbica, ela pode sofrer bastante e até ter uma crise de pânico'', explica.

''Ainda que a pessoa saiba o quanto é absurdo o seu medo, isso não chega a aliviar os seus sintomas. E isso, obviamente, pode prejudicar o seu funcionamento no dia a dia. Esse distúrbio psíquico é mais comum do que se imagina e afeta até 10% da população'', completa o psiquiatra.

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