Londrina possui um dos melhores programas de coleta seletiva do país. Sinal que o londrinense tem a consciência que é preciso separar o lixo orgânico do reciclável. Mas será que todo mundo sabe diferenciar o que é lixo reciclável?
  Segundo Devair Batista de Almeida, coordenador de Coleta Seletiva da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), ainda tem muita gente que não sabe diferenciar o lixo reciclável do não reciclável. ‘‘É comum recebermos reclamações dos membros das ONGs de reciclagem sobre a separação indevida do lixo. Pode ser que seja por engano, mas a maioria, com certeza, é por falta de conhecimento’’, afirma.
  Diariamente, são recolhidos cerca de 110 toneladas de lixo reciclável em toda a cidade. Entre os materiais que vão parar na embalagem de materiais recicláveis, os mais comuns são isopor (bandejas de produtos resfriados), embalagens metálicas (pacotes de bolachas), fraldas descartáveis, papel higiênico, fotografias, além de roupas e sapatos.
  De vez em quando, aparece até dinheiro. ‘‘Várias vezes recolhi notas de R$ 1 e até de R$ 10 no meio dos recicláveis. Isso pra gente, é bom’’, brinca Nilza Isidoro de Souza, presidente da ONG Lutando Pelo Novo Mundo, que funciona há sete anos, no Parque das Indústrias.
  Para Nilza, a separação indevida do lixo atrapalha o trabalho da ONG. ‘‘Quando isso acontece constantemente em algum bairro onde passamos, tentamos conversar com o morador para evitar que ele continue jogando outros materiais junto com os recicláveis’’, garante.
  Mas como nem sempre é possível manter essa relação morador-reciclador, a CMTU orienta os membros das ONGs a protocolarem a reclamação, para que, se for necessário, fiscais irem pessoalmente e tentar resolver o problema.
  ‘‘Para colaborar no trabalho de conscientização da população, elaboramos uma cartilha, que também são distribuídas em escolas e empresas, com informações sobre reciclagem. Nela, os recicláveis aparecem divididos nas quatro categorias - papel, plástico, vidro e metais’’, ressalta Almeida
  O coordenador da CMTU acredita que futuramente seja elaborada uma lei que solicite a separação de um terceiro lixo: os rejeitos, como papéis higiênicos, fraldas, absorventes, curativos e lenços de papel. ‘‘Se isso realmente acontecer, vai ser muito bom, pois não é nada agradável encontrar esse tipo de lixo no meio dos recicláveis. É anti-higiênico’’, comenta Nilza.

SERVIÇO

Mais informações na CMTU, fone (43) 3379-7900

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