Maringá - A Feira de Profissões também é um evento bastante tradicional da programação da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Neste ano, a mostra terá sua 10ª edição realizada nos dias 15 e 16 de setembro, na sede e nos demais campus, distribuídos nas cidades de Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Umuarama e Diamante do Norte.
A diretora de Ensino de Graduação da UEM, Solange Franci Raimundo Yaegashi, explica que o evento está estrategicamente marcado para acontecer antes do vestibular de verão e da PAS (Prova de Avaliação Seriada), que acontecerá em 27 de novembro. "Todos os anos recebemos em torno de 10 mil alunos, de escolas públicas e particulares. Vêm estudantes de cerca de 40 cidades da região e também do interior de São Paulo e até do Mato Grosso do Sul", contou.
"Nosso objetivo é mostrar para o aluno quais são as possibilidades do mercado e evitar a evasão escolar, pois se ele inicia o curso sem o mínimo de informações a tendência é ele deixar o curso e essa vaga ficar ociosa, o que é um prejuízo", apontou a diretora.
Solange reforçou ainda que, além dos visitantes, a feira é um evento importante para a formação dos estudantes da instituição. "Eles participam como monitores, preparam materiais para apresentação dos cursos e da rotina deles, então acaba sendo uma forma de crescimento para eles também", destacou. Em torno de 800 alunos participam da mostra todos os anos como monitores. A UEM tem atualmente pouco mais de 18 mil estudantes matriculados nos cursos de graduação.

VERBA
Em outras unidades, a feira foi afetada pelo corte de verbas do Governo do Estado. Na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o evento está suspenso desde o ano passado. Por conta disso, a instituição adotou um novo formato de divulgação dos cursos, com visitas programadas às escolas. "Temos que esperar o material do vestibular ficar pronto e em outubro começamos a percorrer as 41 escolas estaduais aqui da região", explicou o assessor de gabinete Selmo José Bonatto.
Algumas escolas levam seus alunos por conta própria para conhecer o campus. A feira recebia em torno de 2,5 mil estudantes por edição. O assessor calcula que seriam necessários cerca de R$ 15 mil para fazer o evento. "A grande dificuldade é falta de recursos para trazer o aluno até a universidade."
A situação é semelhante na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O corte de gastos também impediu a realização do evento a partir deste ano. A solução será a realização da feira no formato virtual, previsto para o mês que vem, quando também se inicia o período de inscrições para o vestibular.
A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) também realiza visitas às escolas para divulgar os cursos, assim como a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Um projeto que criou a feira está pronto, mas ainda não há previsão para realização da primeira edição. A reportagem entrou em contato com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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