Trocar a terra pelo ar é uma constante na vida de Auderico Gheno Júnior e Renê Trombini dos Santos. O primeiro é piloto de asa delta e o segundo paraquedista. ‘‘Sentir esse contato direto com a natureza, ver as coisas por um outro ângulo é uma emoção diferente’’, diz Gheno.
Para ele, a paixão pelos esportes radicais é uma opção de vida. ‘‘Uma pessoa não é igual a outra. Alguns passam a vida inteira fazendo só uma coisa, outros arriscam um pouco mais’’.
Há 13 anos cruzando os céus sem acidentes, Gheno garante que os vôos são absolutamente seguros, com procedimentos checados minuciosamente para evitar acidentes. ‘‘Quando ocorre a queda de uma asa delta, dificilmente é por falha no equipamento. O que existe é descuido’’.
Também com 13 anos de ‘‘janela’’, Renê Trombini dos Santos garante que o paraquedismo é um esporte tão seguro quanto o futebol. Segundo ele, num ranking publicado por revistas especializadas em esportes radicais, o paraquedismo não aparece entre os dez de maior risco. No mundo inteiro, é obrigatório o uso de dois pára-quedas no salto.
‘‘Existem dois tipos de praticantes: os acima dos 25 anos, que prestam atenção nas aulas e que têm a prática do esporte como um sonho de criança. E os ‘garotões’ que só estão em busca de status’’, explica Trombini.(E.I.)

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