Vizinhos reclamam de mau cheiro
Paulo Ubiratan
De Londrina
Um dos grandes problemas das exposições agropecuárias em todo o mundo é dar evasão ao estrume e urina dos animais que se acumulam nas baias. São destes locais que exala o mau cheiro que incomoda visitantes e a vizinhança dos parques de exposição. O administrador do Parque Ney Braga, José Romualdo Silva, confirma o problema e diz que não tem solução imediata.
Segundo ele, o lado positivo do problema é que este lixo é um excelente adubo, que depois será aplicado nas hortas comunitárias da periferia de Londrina. Para servir de cama aos bichos nas baias são necessários 100 caminhões de maravalha, lascas de madeiras recolhidas na indústria moveleira de Arapongas. Este produto serve para absorver a umidade da urina e do estrume e facilitar limpeza das baias.
As donas de casa Lívia Renata Gomes de Jesus e Angélica Mieski, vizinhas do Parque Ney Braga, reclamam que o mau cheiro acaba atraindo nuvens de moscas em toda região. Nós entendemos que a exposição movimenta e torna Londrina conhecida. Mas os organizadores deveriam tomar alguma providência para tirar o lixo daqui e jogá-lo em lugar próprio, afirma Lívia Renata.
Romualdo disse que a curto prazo não existe solução para o problema. Ele enfatizou que o fluxo de limpeza nas baias é muito grande, o que torna inviável levar o lixo para fora do recinto do parque durante a Exposição. No mínimo, quatro vezes por dia as baias são limpas. Na mesma proporção das limpezas nós vamos fazendo o recolhimento deste lixo. O ideal seria diariamente levarmos o lixo para o aterro sanitário, mas o custo ficaria muito alto e estaríamos destruindo um adubo natural, de vital importância para as pessoas carentes, afirmou. Ele disse que para este serviço seria necessário contratar diariamente pelo menos 20 caminhões.





