A Associação de Moradores do Conjunto Violim, zona norte de Londrina, quer que a Creche-Escola Governador José Richa, localizada na Rua Garça Real, elimine uma plantação de bananas mantida no terreno adjunto à escola, de cerca de mil metros quadrados. A principal reclamação dos moradores é que a plantação, além de ser utilizada como depósito de lixo, serve de abrigo para marginais durante a noite.
Segundo o presidente da Associação de Moradores, José Vicente Rodrigues de Oliveira, a escola recebeu o terreno como doação da prefeitura, há mais de 6 anos, para a construção de novos prédios. ‘‘Que eu saiba, quando há uma doação, há um prazo de dois para ser construído algo. E aqui, até agora, só tem estas bananeiras para mostrar que o terreno está ocupado’’, disse.
Oliveira afirma que o local é perigoso. ‘‘De noite, tem sempre alguém enfiado aí no meio, talvez até usando drogas. De vez em quando, um malandro corre atrás das meninas que saem da escola Escola Estadual Dr. Fernando de Barros Pinto, que fica aqui perto’’, contou.
A reclamação de Oliveira é reforçada por José Mariano da Silva, morador da Rua Arara Azul, quase em frente ao bananal. ‘‘Isto daqui virou um depósito de lixo. Agora está limpo porque sábado vieram fazer um ‘cala-boca’ na gente e tiraram 10 caminhões de entulho daqui. Até puseram umas plaquinhas de proibido jogar lixo, mas isto não adianta nada’’.
O presidente da Associação diz que foi encaminhado à Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), um abaixo-assinado com as assinaturas dos moradores de várias ruas pedindo a retirada do bananal. ‘‘Mas eles não nos deram nem resposta’’, diz.
A assessoria de imprensa da AMA disse à Folha que, por ser um terreno particular, o órgão não pode exigir a retirada das bananeiras, desde que as plantas estejam espaçadas entre si, o que foi constatado pelos fiscais que visitaram o local. A assessoria afirmou que a creche-escola foi notificada quanto ao lixo depositado e que se comprometou a manter o terreno limpo.
A presidente da creche, Lourdes Roratt, disse que não vai retirar o bananal até começar a construção de uma escola-lar, um projeto que, segundo ela, vai atender crianças e idosos do bairro. ‘‘Eu já consegui verbas para começar este projeto 14 vezes, mas até agora não vi um centavo deste dinheiro’’, garantiu. Segundo ela, até maio a creche-escola deve dar início a uma campanha de arrecadação de fundos junto à comunidade para cercar o terreno com alambrado.Josoé de CarvalhoProblemasMoradores do Violim querem que creche elimine a plantação; alegam que serve de abrigo de marginaisTelma Elorza

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