Vizinhos pressionam para Estado restaurar prédio da Guarda Mirim
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segunda-feira, 21 de setembro de 1998
Israel Reinstein 
Moradores do bairro Ahú, em Curitiba, encaminham hoje ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), ao Palácio Iguaçu e ao Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) um abaixo-assinado pedindo a reforma do imóvel que abriga a Guarda Mirim. O prédio, que é tombado pela Prefeitura e foi construído em 1925, estaria precisando de reformas urgentes em suas escadas, telhados, paredes e instalações elétrica e hidráulica. O Iasp, responsável pelo imóvel, não se pronunciou sobre o caso.
Com 600 assinaturas, os moradores pedem que a Prefeitura force o Iasp a restaurar o prédio. Os problemas na Guarda Mirim não são novos e vêm se agravando nos quatro últimos anos, disse Eliana Napoli, uma das coordenadoras no abaixo-assinado. Eliana informou que as paredes do prédio estão com grandes rachaduras e do telhado caem madeiras, calhas e telhas. Corre na lateral do imóvel uma grande valeta a céu aberto, por onde parte do esgoto da Guarda desemboca, criticou.
Eliana disse que os moradores começaram a reclamar do descaso com o imóvel aos funcionárioas da Guarda Mirim, mas ninguém levou a sério. Foi decidido então radicalizar, para ver se este prédio, que é belo, não perca as características quase centenárias, reclamou. No entanto, ela faz questão de enfatizar que o movimento não é político. Somos simpatizantes ao trabalho do governo estadual e da Prefeitura. Por isso decidimos alertá-los para que não se deixe perder este prédio. A moradora acredita que, na situação como está o prédio, será preciso investir grande quantidade de dinheiro.
Atualmente, a Guarda Mirim atende menores carentes entre 14 a 18 anos. Para as crianças, são oferecidos curso de treinamento, que servem para incluí-las no mercado de trabalho. Os jovens recebem aulas da Guarda Mirim e também alimentação. A instituição vem treinando 360 crianças, sendo que, neste ano, 808 já passaram pela Guarda Mirim e estão trabalhando.


