Vizinhos não reclama m e faturam em dias de show
Os vizinhos do espaço cultural Parque das Pedreiras, onde funciona o teatro Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski, não se incomodam com a movimentação nos dias de grandes shows, que atraem em média 20 mil pessoas. Muitos aproveitam o trânsito congestionado nos dias de apresentação e a aglomeração de pessoas para reforçar o orçamento doméstico. A dona de casa Tereza Garcia dos Santos, 65 anos, que mora numa casa perto da pedreira desde que nasceu, transforma seu espaçoso quintal em um estacionamento capaz de abrigar até 30 carros. Se o show for bom, com o ingresso vendido por cerca de R$ 25,00, eu cobro R$ 5,00 por carro, diz. Ela lembra que, apesar dos shows não acontecerem com frequência, a atividade melhora a verba mensal da família.
Dona Tereza diz que o barulho dos shows não incomoda e acha o movimento na região divertido. Dependendo da atração, ela vai ao teatro. Eu acho a pedreira muita bonita e sempre que tenho tempo vou passear no local nos fins de semana, conta.
A dona de casa Evaldina Rodrigues Garcia, 65 anos, que mora na Rua Antônio Krainiski - perto do teatro - há cinco anos também não reclama da estrutura de lazer perto de sua casa. Dependendo do show na pedreira e da direção do vento, não dá para dormir bem, mas nós não nos incomodamos com isso, diz. Segundo ela, apesar da aglomeração de pessoas, principalmente de outras regiões da cidade, a segurança fica garantida pelo policiamento ostensivo nos dias de show.
O pintor Sebastião Cruz, 53 anos, diz que estranhou o movimento no local quando aconteceram os primeiros grandes shows na pedreira, mas garante que ele e a família logo se acostumaram com a mudança na rotina. Morando há 30 anos na Rua João Gava, ele não se assusta mais com o congestionamento ou com o movimento de pessoas na porta de casa durante a madrugada. Apesar dos vários roubos de toca-fitas em frente à minha casa nos dias de show, eu nunca pensei em mudar do bairro, diz. Cruz e sua mulher quase não vão ao teatro, mas de vez em quando caminham na pedreira nos fins de semana. Hoje achamos que é um privilégio ter uma lugar tão bonito perto de casa.Albari RosaO pintor Sebastião Cruz, há 30 anos morando perto da Pedreira, diz que estranhou o movimento nos primeiros shows, mas hoje nem pensa em se mudar. É um privilégio ter uma lugar tão bonito perto de casaDona de casa chega
a colocar 30 carros
no quintal de casa,
cobrando R$ 5 de cada





