No trânsito, motoristas e passageiros acabam expostos a diversos tipos de ruídos
No trânsito, motoristas e passageiros acabam expostos a diversos tipos de ruídos | Foto: Arquivo FOLHA



Diversos tipos de barulho espalhados por Londrina têm atrapalhado a rotina de muitas pessoas. Som alto de veículos, escapamento aberto de motos, elevação de voz durante a madrugada e até mesmo o autódromo são alguns dos alvos de reclamações da população. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o nível de ruído aceitável para a audição humana é de 50 decibéis. Para quem convive com o problema, porém, o ruído parece ser bem maior.

Na região central de Londrina, moradores do entorno do jardim Higienópolis se queixam do excesso de barulho. "Isso aqui virou um inferno; se tornou um reduto de pessoas consumindo bebidas alcoólicas e gritando e urinando na frente do portão das casas e prédios. É de segunda a segunda, e sem feriado, o que passamos. É muito barulho gerado por carros com volume muito alto", denuncia o bancário aposentando Nivaldo Baxhix.

As quadras do bairro possuem bares, tabacarias e postos de combustíveis, o que acaba trazendo, segundo os vizinhos ouvidos pela FOLHA, as diversas formas de ruídos para as ruas. Eles apontam que isso desencadeia outras situações incômodas, como consumo de drogas e até mesmo sexo explícito, principalmente em uma praça que fica ao lado da rua Humaitá. A escuridão é outra objeção.

EM BUSCA DE SOLUÇÃO
Os sucessivos aborrecimentos fizeram com que os moradores do bairro se juntassem para formar uma associação, que deve ser regularizada em breve. Enquanto isso, eles estão se mobilizando e cobrando do poder público providências. Uma reunião aconteceu em julho na Câmara Municipal com pessoas que moram na região e autoridades. De acordo com o vereador Jairo Tamura (PR), que participou da reunião e, inclusive, mora no bairro, o grupo quer que a lei seja cumprida. "Queremos respeito", resume. Para Baxhix, a situação está estendendo-se de uma maneira insustentável. "Temos dificuldade até para dormir, que é o mínimo. Estamos na luta por uma solução e vamos até o fim."

As reclamações em relação a barulhos provocados por desordem e carros com som em volume acima do tolerado também se estendem por outros pontos da avenida Higienópolis, como nas quadras próximas à rua Espírito Santo. "É gente que sai da balada e vem aproveitar o resto da madrugada nessa região, prejudicando muitas pessoas. Ouço morador de prédio falar que vai trabalhar cansado porque não conseguiu descansar", disse um dos moradores, que pediu para não ser identificado.

ZONA NORTE
No conjunto Ruy Virmond Carnascialli, na zona norte, o grande "vilão" da vizinhança é o Autódromo Internacional Ayrton Senna. Moradores que vivem em ruas na lateral do palco esportivo se queixam das constantes corridas em horários pouco adequados. "Nos últimos dois meses têm aumentado muito a quantidade de treinos. Não dá para atender telefone, assistir televisão e muito menos conversar com a família", relata a dona de casa Delza Rodrigues Bueno. "Começa sempre no meio da semana. Tem dia que chega a irritar", conta Maria Aparecida da Silva.

Não muito distante do bairro, nas proximidades do Lago Norte, o problema está relacionado aos carros com som alto nos fins de semana. "Eles vêm, colocam o veículo no gramado do lago e ficam ouvindo o som em um volume muito alto durante à tarde inteira no domingo", afirma uma moradora, que preferiu manter o anonimato. "Um lugar que é para a família acaba se transformando em algazarra e espantando quem vem aproveitar de forma correta", acredita uma comerciante que trabalha no local.

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