Vizinhos garantem: não têm do que se queixar
Vizinhos garantem: não
têm do que se queixar
Vizinhos da garota Patrícia garantem que não se sentem incomodados com a multidão que comparece às orações. Eles afirmam que não houve nenhuma mudança no padrão de vida da família Andrade nos últimos três anos. Léia Silva Aguiar, 20 anos, diz que no início as pessoas estacionavam o carro no portão da garagem, mas isso foi resolvido com a compra de um terreno nas proximidades (leia na página 2).
Dona Júlia Lopes, 65 anos, mora há 12 anos na mesma rua e afirma que tudo que é pela vontade de Deus é bom e bonito. As pessoas que se reúnem para orar não atrapalham ninguém e não existe muito comércio. Até tentaram colocar barracas na frente da nossa casa mas meu genro não deixou.
Dona Neusa Andrade, mãe de Patrícia, conta que no começo houve muitas barracas e vendedores ambulantes, mas a equipe de servos contratou uma empresa de segurança que mantém os vendedores afastados. Queremos deixar claro que aqui é um lugar de oração e não de comércio.
Laíde Teresa de Almeida, 45 anos, afirma que a família de Patrícia passou a viver melhor depois que a menina começou a ter as visões. Antes o casal brigava bastante, hoje são muito unidos. Acho que isso já é uma grande melhora.
Antônio Roberto, 41 anos, conta que a família Andrade é de boa fé e continua humilde como antes. Eles continuam as mesmas pessoas, inclusive materialmente. O que a família tinha antes tem agora, não compraram nada. O pai trabalha, a mãe cuida de casa e as crianças estudam. Eu moro aqui há 12 anos e desde que as orações começaram eu não notei nenhum comércio por parte da família. Afinal, Nossa Senhora só pede para as pessoas rezarem. (C.P.)





