Incredulidade e choque. Esses eram os sentimentos da vizinhança da Rua dos Almoxarifes, no Jardim União da Vitória II (Zona Sul de Londrina), onde estava sendo velado o corpo de José Moraes, 81 anos, morto pelo enteado a golpes de martelo anteontem. Apontado por testemunhas como autor do crime, o pedreiro Francisco Veríssimo dos Santos, 43 anos, era tido como um sujeito correto, não bebia, frequentava a igreja e, segundo a família e vizinhos, nunca havia agredido fisicamente a mulher.
Os vizinhos preferem não opinar sobre o que causou a súbita explosão de fúria do pedreiro. Segundo laudo do IML, Moraes foi golpeado várias vezes com tal violência que o rosto foi desfigurado. A mulher de Francisco, Solange dos Santos, 48 anos, ferida gravemente na cabeça, continua internada na UTI da Santa Casa e respira com ajuda de aparelhos.
''Seu Moraes era um vizinho excelente, do Francisco não sei muita coisa, mas violento ele não era e nunca foi'', disse a vizinha Maria Aparecida Ferreira. A família do pedreiro também estava perplexa e confirma a impressão dos vizinhos. ''Eles (a vítima e o suspeito) tinham lá suas briguinhas mas nada sério, ele nunca foi violento e não bebia'', afirmou o neto da vítima, Edimar dos Santos. Segundo a família, a vítima morava com o casal há pouco mais de 10 anos. Moraes era viúvo há alguns anos.
Os vizinhos afirmam que o pedreiro tomava medicamentos controlados para controle de epilepsia. A informação reforçaria o depoimento de que o pedreiro teve um ataque convulsivo e se esfaqueou logo após cometer o crime. Francisco foi agredido pelos vizinhos e está internado no Hospital Universitário.
Segundo o delegado José Arnaldo Peron Martins, o estado de saúde do suspeito piorou e ele deve receber alta em 10 dias. Amanhã, o delegado começa a ouvir os vizinhos.

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