Moradores do Jardim Colina Verde (zona oeste de Londrina) reclamam que nenhuma providência foi tomada ainda para a retirada do gatil instalado na Rua das Grevíleas, 429. Vence no dia 1º de julho o prazo dado pela Vigilância Sanitária, em conjunto com a Secretaria Municipal do Ambiente e a Associação de Moradores para que a proprietária do terreno retire os cerca de 200 gatos que vivem no local. Mas, segundo os vizinhos, até agora nada foi feito. ‘‘Ela deve estar pensando que não há autoridade na cidade’’, presume o empresário Herson Rodrigues Figueiredo Júnior, que mora em frente.
O engenheiro Alexandre Nepomuceno que mora ao lado da área, reclama que o mau cheiro continua insuportável, além da presença de muitas moscas. Em janeiro, quando foi feita a denúncia, a Vigilância, segundo ele, teria determinado ações emergenciais que não foram cumpridas. Um outro vizinho que pediu para não ser identificado, disse que a psicóloga continua colocando porções de ração para gatos nas calçadas das casas vizinhas. ‘‘Essa ração pode estar atraindo também roedores e outros animais’’, advertiu.
Na época da denúncia, a psicóloga, em reportagem publicada pela Folha, disse que é voluntária da Organização Não Governamental (ONG) S.O.S. Vida Animal e há dez anos cuida de gatos carentes na área. Ela afirmou ainda que nunca teve problemas com os vizinhos e que aquelas reclamações não teriam ‘‘fundamento’’, já que as fezes eram recolhidas três vezes por dia e levadas até o lixão.
Ontem, a equipe de reportagem da Folha retornou ao local e foi informada por um funcionário do gatil que ninguém sabia onde a proprietária morava e nem mesmo se tinha telefone. Ele desconhecia o número exato de gatos abrigados na casa, mas garatiu que é bem menor do que havia em janeiro. O funcionário informou ainda que a limpeza da área é realizada diariamente. A reportagem, entretanto, constatou o mau cheiro do lugar, além de uma vasilha com ração no portão.
Durante a permanência da reportagem da Folha no local passou um caminhão da coleta de lixo e até os lixeiros reclamaram da situação. ‘‘Tem que tirar esses gatos daí mesmo, a situação é crítica’’, gritaram.
O gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, disse que está aguardando o encerramento do prazo para realizar nova vistoria no gatil. Antes disso ele pretende se reunir com o secretário do Meio Ambiente, João Mendonça, para discutir as providências que poderão ser tomadas. A proprietária, de acordo com Castro, já teria construído uma fossa séptica para o despejo das fezes dos animais, como o órgão havia determinado.

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