Vizinhos da BR-369 querem mais segurança no acesso a Cambé
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quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A morte por atropelamento do aposentado Laurindo Falda, 66 anos, no quilômetro 161, da BR-369, na noite de segunda-feira, voltou a suscitar debates sobre a segurança do trecho, uma das vias de acesso a Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina). Moradores da região reconhecem que a implantação de um semáforo no local, há três anos, diminuiu as ocorrências, mas reclamam que a insegurança ainda é grande.
''Os caminhões não respeitam nem o sinaleiro. Os veículos vêm numa velocidade tão grande que é difícil alguém conseguir parar a tempo'', aponta o autônomo José Mauro da Silva, que trabalha à beira da pista há sete anos, ajudando no carregamento e descarregamento de cargas. ''Isto é um perigo na hora do almoço e no final da tarde, horário em que as crianças que moram do outro lado da pista atravessam a rodovia para voltar pra casa. Já tive que ajudar muita gente que sofreu acidente'', completa.
O jornalista José Maschio mora numa chácara da região e sugere a implantação de uma passarela. ''Quebra-molas seria uma solução paliativa. Neste local, tem muitos acidentes, embora desde a implantação do semáforo as coisas tenham acalmado'', diz o jornalista. De acordo com dados da Polícia Rodoviária, o trecho entre os quilômetros 161 e 162 teve 28 acidentes em 2001, com 19 feridos e uma morte. Este ano, o número de acidentes até agora é o mesmo, com 11 feridos e uma morte.
Os moradores afirmam que a inauguração do viaduto que dá acesso direto a Cambé, neste segundo semestre, também ajudou, já que desafogou aquele trecho da BR-369 de parte considerável do tráfego. Mas o problema ainda persiste.
''Repito, a solução passa pela implantação de uma passarela. Esta região está crescendo, muitos loteamentos estão aparecendo, e a tendência é o fluxo de veículos aumentar'', afirma Maschio. A Econorte, entretanto, não reconhece o trecho como problemático e diz não ter planos para o local. ''O número de acidentes caiu muito desde a implantação do semáforo. Uma passarela não é necessária. No caso deste atropelamento de segunda-feira, parece que um motorista de caminhão avançou o sinal vermelho. Não foi culpa da pista'', defende Dílson Pelisson, gerente de projetos da concessionária.
A prefeitura de Cambé tem discurso parecido. ''A responsabilidade da rodovia é da Econorte, e desde que o semáforo foi implantado, encerramos a discussão sobre a segurança daquele trecho. Mas se o número de acidentes se tornar alarmante, podemos voltar a debater o problema'', afirma Mário Martins Roberto, secretário municipal de Planejamento. O medo, entretanto, persiste. ''No ano que vem, meus dois filhos vão estar em idade escolar e vão precisar atravessar a rodovia todos os dias para ir às aulas. Essa rodovia precisa de uma passarela urgente. Se não colocarem uma, não vou deixar meus filhos irem sozinhos. Os motoristas não têm respeito'', explica o funcionário público José Madalosso, morador do Jardim Boa Vista, que fica atrás da BR-369.


