Vizinho Solidário alerta sobre o uso correto
A presidente da ONG Vizinho Solidário, Gabriela Fontoura, alerta sobre a necessidade do uso correto do WhatsApp. Segundo ela, as pessoas devem evitar divulgar pelo aplicativo, por exemplo, que vão se ausentar de casa. Gabriela ressalta que não dá para saber se a pessoa que foi adicionada no grupo é idônea ou não se não for realizado um trabalho prévio, de conhecer quem ela de fato é. "Muitas vezes a pessoa pode ser a mais legal do mundo, mas pode ser o bandido do bairro", expõe. Gabriela explica que o WhatsApp pode ser uma ferramenta importante, mas aponta que os números telefônicos e o nome das pessoas que residem no bairro ficam expostos.
A própria ONG vem implantando alguns grupos de WhatsApp em determinados bairros desde o fim do ano passado, mas vem realizando isso por ruas, para que o grupo não fique muito grande e para possibilitar um controle melhor dos integrantes.
A presidente da ONG orienta que esta não pode ser a única ferramenta de contato entre as pessoas. "As pessoas devem se conhecer fora do ambiente digital", recomenda.
Outro problema que pode acontecer com a criação de um grupo de WhatsApp, segundo Gabriela, é que algumas pessoas podem sentir pânico porque os membros do grupo começam a publicar tudo o que veem, mas sem necessidade. "Quando se publica qualquer coisa, como o fato de uma pessoa estar atravessando a rua, pode gerar uma falsa sensação de insegurança para quem recebe a informação", aponta.
O projeto Vizinho Solidário foi idealizado em janeiro de 2010 e implantado depois de uma reunião realizada em julho do mesmo ano com os moradores do bairro do Jardim Shangri-lá A. O bairro enfrentava vários problemas na época, como o tráfico de drogas, prostituição, furtos, roubos, e espancamentos. Os resultados surgiram três meses depois de sua criação. Foi por meio desta iniciativa que foram fechadas as vielas existentes no bairro, que eram refúgio de pessoas de má índole. (V.O.)





