O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) condenou ontem o empregado de uma propriedade rural vizinha à reserva avá-guarani a plantar, em no máximo 45 dias, 200 mudas de árvores nativas da região na área indígena. Se ele não fizer isso no prazo estipulado, será processado e terá que pagar multa de R$ 1 mil.
A punição do trabalhador rural, que não teve seu nome divulgado pelo IAP, foi motivada pela retirada de duas árvores de grande porte, já mortas, da reserva. As áreas indígenas são protegidas por lei federal, sendo proibida a retirada de madeira desses locais. O autor da retirada de uma terceira árvore da reserva não foi identificado.
A denúncia foi feita pelos próprios índios. Anteontem, uma comissão de técnicos da Funai, do IAP e o assessor especial para Assuntos Indígenas do governo estadual, Edívio Battistelli, visitaram a área e constataram o roubo da madeira. A Folha acompanhou o trabalho.
As três árvores retiradas - das espécies angico, guajuvira e cerne - estavam à margem de pequenos rios nos limites da reserva. Foram arrancadas do solo pelas constantes cheias. (V.D.)

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