Vizinhança de plantão espera o fim da reforma
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sábado, 29 de abril de 2006
Karla Matida<br> Reprotagem Local 
Poeira, barulho e muita expectativa. Desde que começaram as obras do Memorial do Pioneiro e a revitalização da Concha Acústica, há cerca de 30 dias, comerciantes e moradores da região tiveram mudanças na rotina. Há quem reclame e há quem se conforme, mas a ansiedade pelo resultado final é unanimidade. Marilene Taramelli, da Banca do Correio, está sempre conversando com os pedreiros para saber a quantas anda a obra. Ontem de manhã ao vê-los parados, foi questionar e descobriu que estava faltando material, que o fornecedor não entregou.
''Está muito demorado. Aqui é um ponto de fluxo muito grande, precisa de mais eficiência, de rapidez'', inquieta-se Marilene, que comando o negócio fundado pelo sogro há mais de 40 anos. ''A banca já é um memorial ao pioneiro'', avisa a comerciante.
Para José Tito de Souza, da Banca Tito, a expectativa pelo fim das reformas é ainda maior. Ele foi informado pelo secretário de Cultura Luciano Bitencourt que a banca terá que se adequar esteticamente ao Memorial. ''Estamos sempre em contato, mas a mudança aqui só vai começar depois que eles terminarem lá fora'', explica Tito, que acredita que em mais dois ou três meses de espera.
Há 33 anos no mesmo local, o comerciante conta que a última reforma na banca aconteceu há 20 anos. Caçulinha na região, a academia de ginástica AD tem apenas 1 ano e dois meses. Para Alessandra Paulino Pereira, secretária da academia, os transtornos com as obras não vão terminar mesmo com a saída dos pedreiros. ''Os alunos vão ficar sem estacionamento aqui na frente'', prevê Alessandra, que precisa manter sempre as portas fechadas por causa da poeira. ''Tivemos que colocar um aviso para mostrar que estamos abertos'', explica.


