O presidente da Associação de Moradores do Jardim Santa Mônica, Jorge Custódio, e alguns moradores do bairro estiveram ontem no antigo Frigorifico São José para conceder uma entrevista coletiva e reivindicar a desapropriação do imóvel da empresa que era conhecida como Frigozé. Eles alegam que o espaço está desativado há anos e desde então permanece abandonado, com mato alto e sujeito a formar criadouros de mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya.
"Queremos que a prefeitura desaproprie o imóvel, dê um destino a ele e paralelamente que seja revitalizado o Ribeirão Quati. Este empreendimento atrapalha o desenvolvimento do bairro e de toda a região. No ano passado estivemos em reunião com o prefeito e pedimos para que ele desse atenção ao Ribeirão Quati, que abrange os bairros Santa Mônica, Pacaembu, Paulista, Progresso, Coliseu e Alpes. A gente precisa do apoio do poder público para fazer essa revitalização", argumentou.
Segundo ele, como não há atenção do proprietário com o imóvel, a vegetação tem invadido o ribeirão e o mato tem obstruído cada vez mais o fluxo das águas. "Essa água sobe e acaba invadindo as ruas", destacou.
Outra moradora do bairro, a dona de casa Suely Marçal Andreassa, de 55 anos, sugere que se crie mais vias de acesso ao bairro. "Se criarem mais vias aqui, vai facilitar muito o fluxo no bairro. Se não fizerem isso, que pelo menos deem um outro destino, permitindo a construção de uma faculdade por aqui", solicitou.
O procurador jurídico do Município, Paulo César Vale, destacou que o ato de desapropriar uma propriedade particular depende do prefeito. "A desapropriação é possível, mas isso envolve um estudo técnico do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e da Sema (Secretaria Municipal de Ambiente)", ressaltou. A reportagem procurou o proprietário do imóvel, mas ele não atendeu as ligações. (V.O.)

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