Vizinhança aprova cerca em torno da Praça do Atlético José SuassunaO vendedor ambulante Edson Cândido Martins já teve mercadorias roubadas e por isso é a favor da cerca Maigue Gueths De Curitiba Desde domingo, a Praça Afonso Botelho, mais conhecida como Praça do Atlético, está sendo totalmente cercada. O gradeamento faz parte de um projeto total de revitalização do local, que está recebendo melhorias nos campos de futebol e basquete, sanitários, pistas de skate e cooper, construção para sede de uma Companhia da Polícia Militar, além de grades em volta de cada equipamento. Apesar do fechamento de áreas públicas trombar com a filosofia original de parques e praças, que deveriam ser voltados à toda população, moradores e comerciantes vizinhos à Praça do Atlético apóiam a iniciativa da Prefeitura de Curitiba. Para eles, um dos maiores problemas da região é a falta de segurança, uma vez que a praça serve de ponto de encontro para menores infratores, que costumam cheirar cola e fazer pequenos furtos e roubos a pedestres e lojas do bairro. ‘‘Aqui é muito perigoso, porque a piazada passa o dia cheirando cola e perambulando’’, conta a agente de viagens Ana Carla da Projeta Turismo. Para ela, apenas o início das reformas já conseguiu diminuir as ocorrências. ‘‘Com a segurança da polícia vai ficar bem melhor e o fechamento da praça vai ajudar em dia de jogo no Atlético, já que o pessoal não vai poder sair correndo de um lado para o outro da praça tão fácil’’, diz o vendedor ambulante Edson Cândido Martins, que há seis meses trabalha na esquina das ruas Getúlio Vargas com Buenos Aires, vendendo camisetas e toalhas, e já teve mercadorias roubadas. O chefe de pátio do Posto Pelicano, Wilmar Monteiro, acredita ainda que a grade vai evitar assaltos no ponto de ônibus. ‘‘É comum a pessoa estar no ponto e de repente alguém subir da praça por trás. Com a grade eles só poderão vir de lado ou de frente’’, diz. O fechamento de praças em Curitiba, no entanto, vem gerando algumas polêmicas. É o caso das obras e gradeamento previstos na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, que vêm gerando protestos da sociedade. Além desta, a Praça Iguaçu, ao lado do Palácio, também foi cercada recentemente, gerando ainda mais desconfiança entre alguns setores de que o governo do Estado estaria tentando fechar os espaços usados para manifestações públicas. Além dessas áreas, também foram fechadas em Curitiba as praças Osvaldo Cruz, Ouvidor Pardinho, ambas no bairro Rebouças, e Plínio Tourinho, nas proximidades da Rodoferroviária. A prefeitura alega que o fechamento das praças e parques está ocorrendo principalmente em locais inseguros e com equipamentos públicos. Não há dados precisos sobre a redução de crimes com o fechamento desses locais. Dados da Polícia Militar mostram que reduziram em 80% as ocorrências no Passeio Público, desde que a área foi fechada e foi construído um módulo policial no local há cerca de um ano.

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