Viviane: Não sabia que tinha tanto o que aprender
O trabalho da Pastoral da Criança atende a todas as famílias da arquidiocese que tenham ligação direta com crianças de até seis anos de idade. Viviane Rosa Leme, 21 anos, grávida de seis meses, é um exemplo. Sem ter orientação da mãe - os pais são separados e ela mora com o pai - e das irmãs mais velhas, que moram em outra cidade, enfrenta a experiência do primeiro filho.
Ela participa constantemente das reuniões com as gestantes de Florestópolis realizadas no Clube de Mães e está recebendo informações sobre higiene e cuidados com o bebê. Estou achando isso muito bom, pois já tenho informação de como amamentar, preparar os seios para não rachar, entre outras dicas importantes. Não sabia que tinha tantas coisas para aprender, disse. Além dos cursos e palestras, ela também prepara o enxoval junto com outras gestantes.
A dois quarteirões dali, Elenice Oliveira Peitl, 33 anos, mãe de quatro filhos, também é atendida regularmente pelas líderes comunitárias. A filha caçula, Raíssa, que completa um ano este mês, é a única a receber a assistência da Pastoral da Criança. Onde eu morava não havia a pastoral. Os outros filhos não mamaram no peito como a Raíssa por puro desconhecimento meu, comentou.
Pertencente à religião evangélica, ela acha que as orientações são muito positivas. Raíssa nunca ficou doente, ao contrário dos outros filhos que tiveram que tomar cálcio e remédios para completar a alimentação, argumentou.
Nas outras amamentações, acreditava que o leite era fraco e que não seria suficiente para os filhos. Agora, com outros pensamentos, Elenice ainda amamenta a filha que, com orgulho, afirma ser uma criança forte e saudável. A Pastoral da Criança ajudou a gente a colocar a cabeça no lugar. (A.S.)





