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Vivendo um 'doce' sonho de bailarina

Aos 12 anos, Beatriz Fernandes tem a chance de frequentar uma das maiores escolas de balé do mundo; família faz doces para tornar esse sonho realidade

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

Beatriz Fernandes
Beatriz Fernandes | Gina Mardones - Grupo Folha


“No meu sonho, a gente já estava lá. Pelo que me lembro estava eu, a tia Karina e acho que minha mãe. A Valentina perguntava para minha professora se eu podia ficar por lá”. No sonho da menina “Bia” (Beatriz Fernandes), 12, a cidade de Nova York (Estados Unidos) já era um destino certo e a aprovação de Valentina Kozlova, uma das bailarinas mais reconhecidas em todo o mundo, fora garantido.


É aí que o encanto acontece. Essa história não acaba quando Bia acorda. Muito pelo contrário. A jovem bailarina está bem perto de tornar esse sonho realidade, pois a parte mais difícil dessa jornada, que começou há cerca de três anos, já está trilhada.




Valentina Kozlova, que aparece no sonho de Bia, esteve no Brasil em outubro de 2018 durante o VKIBC (Valentina Kozlova International Ballet Competition). O concurso de balé é um dos mais representativos e a seletiva brasileira ocorreu no estado de São Paulo. Na ponta dos pés e sob o olhar atento de Kozlova, dezenas de bailarinos colocaram o nervosismo e a ansiedade à prova em busca de um reconhecimento que os leve à vida profissional no balé.


“A Valentina é russa, passou pelo Bolshoi e foi a primeira bailarina do New York City Ballet. Ela tem uma escola, uma companhia de dança e serve como uma ponte para novos bailarinos, pois tem muitos contatos em grandes companhias e escolhe os alunos a dedo”, comenta a professora de balé Karina Rezende.


Bia,  que mora em Londrina há cinco anos, foi uma das escolhidas, ao lado de uma outra bailarina de Santa Catarina. Ambas ganharam uma bolsa de 100% (aproximadamente R$ 8 mil) para um curso intensivo entre os dias 24 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos. “A Valentina viu algo especial nela”, destaca Rezende.


Os custos com passagem e hospedagem durante este período foram orçados em R$ 16 mil, pois a mãe de Bia deverá acompanhá-la. “Criamos a marca Doce Bailarina para ajudar nos custos de viagem. Estou tentando olhar para o futuro dela porque esse contato pode resultar em outras bolsas e até um contrato”, diz Tathiani Fernandes de Carvalho, formada em gastronomia.


O pai de Bia sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e sua participação é fundamental para a Doce Bailarina. O casal capricha nas receitas de bolos confeitados e em doces em geral. “Em breve faremos uma promoção de pizza. Tivemos muitas encomendas na Páscoa, mas ainda falta muito para cobrir os custos”, afirma.


A ida para os Estados Unidos ainda está incerta, mas se depender dos passos firmes de Bia - resultado dos treinos de 20 horas semanais - o futuro tem tudo para ser brilhante. Afinal de contas, o que dizer de uma garota que carrega o balé no coração? “Estamos no mercado, ela fica se alongando, fazendo passos de balé. Estamos conversando sério em casa e ela está com a perna lá no alto. Ela vive o balé”, comenta a mãe.


Segundo a professora, foi em 2018 que Bia começou a se destacar. Em cada competição nacional e até internacional, seu talento era reconhecido em forma de medalhas e troféus. A última foi em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), onde foi julgada como Melhor Bailarina.


Tendo a oportunidade de ser lapidada por uma das grandes escolas de balé do mundo, Bia acredita que muitos outros palcos se abrirão para ela, mas independente dos resultados o fato é que ela já está vivendo um verdadeiro sonho. Ela não só recebeu a nota 9,7 da criteriosa bailarina Kozlova, como também aprendeu que a vida pode ser muito doce quando se faz o que gosta. “Espero ter uma boa experiência lá (Nova York) porque eu quero muito dançar em uma companhia grande”, diz timidamente.




Vivendo um 'doce' sonho de bailarina
Gina Mardones - Grupo Folha

“Criamos a marca Doce Bailarina para ajudar nos custos de viagem", explica a mãe 

Tathiani Fernandes de Carvalho



EXPERIÊNCIA

Não é a primeira vez que a escola Ballet Karina Rezende atrai os olhares da companhia internacional. Neste ano, ela foi pela terceira vez consecutiva selecionada para o concurso VKIBC. Na seletiva em outubro, a escola teve 11 alunos, entre 10 e 17 anos, que avançaram para as etapas finais. “Sempre tive vontade de ter minha escola para trabalhar o balé profissional, para dar essa oportunidade aos alunos porque eu mesma não tive”, diz a professora. A escola conta hoje com 160 alunos de balé clássico e neste ano completa 10 anos de fundação.




SERVIÇO - Quem quiser ajudar e fazer encomendas para a "Doce Bailarina" pode telefonar  para encomendas pelos telefones: (43) 9 9116-9645 e 9 8442-7333.

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