Viveiro Municipal de Londrina produz 40 mil mudas por mês
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
A primavera chega ao fim na segunda quinzena de dezembro, porém a estação deve continuar marcando presença em Londrina por muito tempo, pelo menos no visual. Desde agosto, o município intensificou o plantio de flores cultivadas no Viveiro Municipal, que funciona desde 2011 na antiga Fazenda Refúgio, na zona sul. Em três meses foram plantadas cerca de 70 mil flores em canteiros e rotatórias, principalmente nos lugares que recebem grande fluxo de trânsito e pessoas. O projeto começou em 2017, mas de maneira tímida, com algumas mudas colocadas na rotatória da barragem do Lago Igapó.

Por mês estão sendo cultivadas aproximadamente 40 mil flores. A intenção é continuar a produção para "espalhar" flores pela cidade. Por enquanto, o trabalho é realizado em apenas alguns locais, já que a pasta não dispõe de servidores em número suficiente. Com apenas dois funcionários para plantar, a secretaria conta com a ajuda do Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina), que disponibiliza detentos do regime semiaberto para desenvolver o trabalho. Atualmente cinco ajudam, porém foi solicitada autorização do Estado para mais 30 colaborarem.
LEIA TAMBÉM:
- Cambé quer plantar 15 mil flores por bimestre
Marcus Vinícius Tersariol, responsável pelo projeto de produção e paisagismo e do viveiro, afirma que é necessário numerosa mão de obra em razão das várias localidades da cidade e pela preparação que precisa ser feita antes do plantio. "É preciso preparar o lugar, tirando o mato, tratando a grama, fazendo acabamento. Posteriormente tem que cuidar e adubar", elenca. "O que temos de servidores é suficiente para o cultivo", completa. Seis fazem este serviço e outros três cuidam da irrigação.
ESPÉCIES
O Viveiro Municipal conta com três estufas, onde são semeadas 17 espécies de flores, como vinca, salvia-dos-jardins, target, petúnia e torênia. O custo para o plantio é de R$ 0,50 por muda. Se fosse comprada a flor pronta para plantar o custo seria de R$ 1,50 por unidade. "Compramos bastante sementes importadas, sendo que depois de plantadas muitas precisam ser trocadas a cada seis meses ou um ano. Dá mais trabalho, porém conseguimos um visual mais agradável, com flores com formatos e cores diferentes", diz.

Outros tipos de plantas, como durabilidade maior, deverão ser adquiridas, como celósia, prímula e eximia. Apesar de ter estrutura para grande escala de produção, com quase três mil metros quadrados de área útil, o viveiro não está doando mudas de flores para a população. "Para o futuro existe a expectativa de repassar para associações de bairros interessadas e escolas", projeta. Isto não vem acontecendo por também esbarrar na falta de pessoal.
Entre os lugares de Londrina que já receberam o plantio de flores estão as rotatórias do ginásio Moringão (área central), da avenida Santos Dumont (zona leste) e da Saul Elkind, sentido patrimônio Heimtal (zona norte), e canteiros em frente ao cemitério São Pedro (centro) e na Dez de Dezembro, próximo à Rodoviária (zonaleste). Estão no cronograma para receber a rotatória em frente ao Hospital Universitário (zona leste), as proximidades do viaduto da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e o jardim Leonor, ambos na zona oeste.
ÁRVORE
No início de 2018, o Viveiro Municipal passou por reformas, com instalação das bombas de irrigação, exaustores para retirar ar quente da estufa e colunas de umidificação de ar. Problemas estruturais no espaço começaram a aparecer há três anos em razão da falta de manutenção. Na época, o foco do município era o cultivo de árvores e não de flores. Mais melhorias estão para serem promovidas, em especial para corrigir a temperatura das estufas, que ainda apresentam instabilidade.
Mesmo com o foco nas flores, o viveiro continua dedicando parte de sua área para árvores, porém em menor escala e somente para manutenção daquelas que já foram semeadas. São cerca de mil mudas. A população pode ter acesso. Antes deve protocolar na Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) o pedido e, posteriormente, retirar na antiga Fazenda Refúgio. "Por conta dos vendavais, as pessoas têm procurado árvores medianas, com no máximo oito metros de altura, como quaresmeira, ipê e melaleuca. A ideia, com critérios técnicos, é plantar mais pela cidade para melhorar a qualidade do ar, oferecer sombra e embelezar", pontua Tersariol, que é engenheiro agrônomo.


