A primavera chega ao fim na segunda quinzena de dezembro, porém a estação deve continuar marcando presença em Londrina por muito tempo, pelo menos no visual. Desde agosto, o município intensificou o plantio de flores cultivadas no Viveiro Municipal, que funciona desde 2011 na antiga Fazenda Refúgio, na zona sul. Em três meses foram plantadas cerca de 70 mil flores em canteiros e rotatórias, principalmente nos lugares que recebem grande fluxo de trânsito e pessoas. O projeto começou em 2017, mas de maneira tímida, com algumas mudas colocadas na rotatória da barragem do Lago Igapó.

Em três meses foram plantadas cerca de 70 mil flores em locais com grande fluxo de pessoas
Em três meses foram plantadas cerca de 70 mil flores em locais com grande fluxo de pessoas | Foto: Anderson Coelho



Por mês estão sendo cultivadas aproximadamente 40 mil flores. A intenção é continuar a produção para "espalhar" flores pela cidade. Por enquanto, o trabalho é realizado em apenas alguns locais, já que a pasta não dispõe de servidores em número suficiente. Com apenas dois funcionários para plantar, a secretaria conta com a ajuda do Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina), que disponibiliza detentos do regime semiaberto para desenvolver o trabalho. Atualmente cinco ajudam, porém foi solicitada autorização do Estado para mais 30 colaborarem.

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Marcus Vinícius Tersariol, responsável pelo projeto de produção e paisagismo e do viveiro, afirma que é necessário numerosa mão de obra em razão das várias localidades da cidade e pela preparação que precisa ser feita antes do plantio. "É preciso preparar o lugar, tirando o mato, tratando a grama, fazendo acabamento. Posteriormente tem que cuidar e adubar", elenca. "O que temos de servidores é suficiente para o cultivo", completa. Seis fazem este serviço e outros três cuidam da irrigação.

ESPÉCIES
O Viveiro Municipal conta com três estufas, onde são semeadas 17 espécies de flores, como vinca, salvia-dos-jardins, target, petúnia e torênia. O custo para o plantio é de R$ 0,50 por muda. Se fosse comprada a flor pronta para plantar o custo seria de R$ 1,50 por unidade. "Compramos bastante sementes importadas, sendo que depois de plantadas muitas precisam ser trocadas a cada seis meses ou um ano. Dá mais trabalho, porém conseguimos um visual mais agradável, com flores com formatos e cores diferentes", diz.

Marcus Vinícius Tersariol: espaço conta com três estufas, onde são semeadas 17 espécies
Marcus Vinícius Tersariol: espaço conta com três estufas, onde são semeadas 17 espécies | Foto: Anderson Coelho



Outros tipos de plantas, como durabilidade maior, deverão ser adquiridas, como celósia, prímula e eximia. Apesar de ter estrutura para grande escala de produção, com quase três mil metros quadrados de área útil, o viveiro não está doando mudas de flores para a população. "Para o futuro existe a expectativa de repassar para associações de bairros interessadas e escolas", projeta. Isto não vem acontecendo por também esbarrar na falta de pessoal.

Entre os lugares de Londrina que já receberam o plantio de flores estão as rotatórias do ginásio Moringão (área central), da avenida Santos Dumont (zona leste) e da Saul Elkind, sentido patrimônio Heimtal (zona norte), e canteiros em frente ao cemitério São Pedro (centro) e na Dez de Dezembro, próximo à Rodoviária (zonaleste). Estão no cronograma para receber a rotatória em frente ao Hospital Universitário (zona leste), as proximidades do viaduto da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e o jardim Leonor, ambos na zona oeste.

ÁRVORE
No início de 2018, o Viveiro Municipal passou por reformas, com instalação das bombas de irrigação, exaustores para retirar ar quente da estufa e colunas de umidificação de ar. Problemas estruturais no espaço começaram a aparecer há três anos em razão da falta de manutenção. Na época, o foco do município era o cultivo de árvores e não de flores. Mais melhorias estão para serem promovidas, em especial para corrigir a temperatura das estufas, que ainda apresentam instabilidade.

Mesmo com o foco nas flores, o viveiro continua dedicando parte de sua área para árvores, porém em menor escala e somente para manutenção daquelas que já foram semeadas. São cerca de mil mudas. A população pode ter acesso. Antes deve protocolar na Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) o pedido e, posteriormente, retirar na antiga Fazenda Refúgio. "Por conta dos vendavais, as pessoas têm procurado árvores medianas, com no máximo oito metros de altura, como quaresmeira, ipê e melaleuca. A ideia, com critérios técnicos, é plantar mais pela cidade para melhorar a qualidade do ar, oferecer sombra e embelezar", pontua Tersariol, que é engenheiro agrônomo.

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