Viúva não acredita em nova prisão
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 1998
Sid Sauer 
Sid SauerConfiantePatrícia Vechi de Oliveira: Fui absolvida num julgamento adiado por duas vezesA viúva do fazendeiro Windsor Teodoro de Oliveira, Patrícia Vecchi de Oliveira, 21 anos, não acredita que possa voltar a ser presa sob a acusação de ter mandado matar o marido, que foi decapitado em outubro de 94. A declaração da viúva foi dada no final de semana em entrevista coletiva no escritório do advogado e vereador José Luiz Gurgel (PMDB), que é amigo da família. Vivo um inferno astral desde o crime e isso não é justo, reclamou.
Patrícia resolveu conversar com a imprensa uma semana depois de uma acareação realizada no Fórum dar novas versões para o caso. As principais novidades foram o aparecimento de um suspeito pelo assassinato, o pintor Antônio Santana, 26 anos, e uma supreendente mudança no depoimento da ex-empregada doméstica da viúva, Sueli de Fátima da Conceição, 26 anos. Ao contrário do que disse até o julgamento, em junho de 96, Sueli acusou a ex-patroa pelo crime.
Já fiquei presa mais de um ano e fui absolvida num julgamento adiado por duas vezes, disse a viúva. O que mais querem de mim?. Ela disse que foi casada com um fazendeiro, mas que ficou sem nada após a morte do marido e que hoje depende dos pais para sobreviver. Nem os presentes de casamento ficaram comigo, ressaltou. O advogado que acompanhou Patrícia disse que uma nova prisão da viúva é impossível.
Deserção Ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime, repetiu ele sobre um conhecido princípio jurídico. Para o advogado, as acusações contra Patrícia acabaram em dezembro do ano passado, quando o Tribunal de Justiça teria alegado deserção de recurso e não considerado o pedido para um novo julgamento feito após o primeiro júri, quando Patrícia, Sueli e outro ex-empregado, Pedro Máximo da Silva, o Bicudo, 28 anos, foram absolvidos.
O processo contra a viúva ainda não voltou para a Primeira Vara Criminal da Comarca de Campo Mourão. Continua em Curitiba. De acordo com o advogado, Patrícia só participou da acareação no Fórum porque o processo continua aberto contra Flávio Passadore, um amigo de Windsor que fugiu ao ter prisão decretada pela morte do fazendeiro. O novo suspeito pelo crime, Antônio Santana, está preso em Campo Mourão por tráfico de entorpecentes.


