Viúva de chinês assassinado em Foz depõe em sigilo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de dezembro de 2001
Alexandre Palmar<br>De Foz do Iguaçu 
A mulher de um dos chineses executados em Foz do Iguaçu prestou depoimento ontem na 6 Subdivisão Policial (SDP). A viúva do comerciante Howen Chang, 42 anos, disse não ter pistas de quem são os autores do crime ocorrido no dia anterior no centro da cidade. O nome da mulher foi mantido em sigilo por questões de segurança.
Ela afirmou que o marido mantinha negócios na tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), porém não especificou a cidade. Relatou ainda que a vítima tinha empresa em São Paulo. A capital paulista é apontada como um dos centros onde a máfia chinesa tem ramificação.
Segundo a mulher, o verdadeiro alvo do crime era seu marido. Ela contou que Zho Weimin, 44 anos, era motorista particular do comerciante e provavelmente foi executado como ''queima de arquivo''. Chang recebeu dois tiros e Weimin foi assassinado com três tiros. Os disparos foram efetuados pelo passageiro de uma moto, depois que um carro fechou o automóvel no qual estavam as vítimas.
A Polícia Civil (PC) informou que os chineses têm antecedentes criminais. Conforme a PC, levantamento indicou que os dois foram detidos pela Polícia Federal por porte ilegal de arma em junho de 1995. O flagrante teria acontecido num edifício no centro de Foz. Na época, eles também foram indiciados por formação de quadrilha, além de serem deportados para China.
O delegado-chefe da 6 SDP, Luis Gilmar da Silva, afirmou que ''é cedo'' para estabelecer relações com a possibilidade dos autores do duplo homicídio serem da máfia chinesa. ''Seria leviano da minha parte dizer algo nesse sentido.''


