Viúva de agente é levada a julgamento
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Aconteceu durante todo o dia de ontem o júri popular da morte do agente penitenciário Claudinei Briviglieri, 35 anos, ocorrida em 2005. A viúva Isabel Cristina Lopes Briviglieri, que está presa desde a época do crime, foi julgada acusada de ser mandante da morte.
Dezenas de pessoas acompanharam o julgamente, que até o fechamento da edição não havia terminado. A irmã de Claudinei, Viviane Briviglieri, disse acreditar que a Isabel tenha sido a mandante. Segundo ela, a enteada de Claudinei era rebelde e o casal brigava muito por causa dela. ''Não deu nem um mês que meu irmão tinha morrido e ela (Isabel) colocou outro homem dentro de casa e recebeu o seguro de vida'', enfatizou Viviane. Segundo o Ministério Público, o seguro era no valor de R$ 60 mil.
O advogado de defesa de Isabel, Mateus Vergara, argumentou que a morte de Claudinei teve ligação com os assassinatos de agentes penitenciários, ocorridas nos anos seguintes. Ao todo seriam ouvidas cinco testemunhas convocadas tanto pelo Ministério Público como pela defesa.
Até o final da tarde de ontem apenas duas testemunhas haviam sido ouvidas, além de Cristiano Silvério, condenado por executar o crime. Ele está preso desde a época do homicídio, quando ainda era adolescente. Para a juíza Elisabeth Khater, Silvério afirmou que não conhecia Isabel e a filha dela.
Claudinei Briviglieri foi morto na manhã do dia 26 de janeiro, em frente à sua casa, no Residencial Quadra Norte (Zona Norte). Ele retornava do serviço. O agente penitenciário trabalhava na Casa de Custódia de Londrina (CCL) e foi executado com um tiro na cabeça por uma pistola 380. Depois dele, pelo menos outros três agentes penitenciários foram assassinados em Londrina.


