Albari RosaMaria Aparecida da Silva reclama da falta de ação da políciaA dona de casa Maria Aparecida da Silva, mulher do sindicalista assassinado, não tem sossego desde o homicídio. Ela disse que não sabe a quem recorrer nem em quem confiar. Maria, que também depôs ontem em Joinville, contou que tem recebido telefonemas anônimos que acusam, pelo crime, o sindicato patronal, e outros que acusam a atual diretoria do Sindimoc. Este pode ter sido o motivo da convocação de toda a direção da entidade para prestar depoimento. As dúvidas e a falta de agilidade da polícia catarinense em resolver o caso aumenta o drama da viúva. ‘‘É um agonia terrível. Essa espera (de uma ação da polícia) aumenta a angústia e deixa a cabeça da gente mais transtornada’’, disse.
Apesar de já terem passado três meses do assassinato, Maria Aparecida disse que não consegue tirar da cabeça a cena do homicída disparando os tiros no marido. ‘‘Cada vez que eu vejo televisão, novela ou filme que tem tiroteiro, não é o cara da TV que vejo caindo, mas o Tigrinho’’, afirmou. ‘‘Todo lugar que olho vem aquela imagem na minha cabeça’’, disse ela, que assistiu a morte do companheiro.
A dona de casa disse que espera justiça. Ela acredita que a prisão dos culpados pela morte de Tigrinho seria uma forma de aliviar o sofrimento de toda a família, especialmente dela e do único filho do casal, Wagner Aristides da Silva, 20 anos. (J.A.)

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