Os gêmeos londrinenses Guilherme e Gabriel, que nasceram há cinco meses unidos pelo abdome, foram para casa na semana passada. Eles passaram por uma cirurgia delicada, realizada no Hospital Universitário (HU) em Londrina, que separou os gêmeos siameses, do tipo xifo-onfalópagos. O procedimento durou cerca de quatro horas e envolveu duas equipes, com 19 profissionais, entre anestesistas, cirurgiões e enfermeiros. Os gêmeos estavam unidos um de frente para o outro, e, segundo o cirurgião pediátrico Lúcio Marchese, tinham o fígado ‘‘extensamente unido’’, assim como o pericárdio, membrana que envolve o coração, além do esterno e das costelas. O risco principal, durante o procedimento, era de hemorragia. O segundo risco era o de não haver tecido suficiente (pele) para fechar o abdome e o tórax das crianças. O nascimento de gêmeos siameses é raro. Segundo o médico, na África estatísticas apontam um caso para cada 50 mil nascimentos, e no Brasil e nos Estados Unidos, 1 caso para cada 100 mil nascimentos. Nem sempre é possível separar gêmeos siameses. Em Londrina, dois casos, um em que a união era pelo crânio, e outro, em que só havia um coração, não foram possíveis as separações. Hoje, gêmeos siameses podem ser identificados já durante a gestação através de exames como a ultrassonografia e a ressonância magnética.

É a segunda maior glândula do corpo humano, localiza-se no canto direito superior do abdome, sob o diafragma. Seu peso aproximado é cerca de 1,5 kg no homem adulto, e um pouco menos na mulher. Em crianças é proporcionalmente maior, pois constitui 1/20 do peso total de um recém-nascido.

Ou cútis é o órgão de revestimento externo do corpo, o maior órgão do corpo humano, responsável pela proteção do organismo, constituindo 15% do peso corporal. A pele tem três camadas, a epiderme, a derme e o hipoderme subcutâneo.

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