Vítimas terão que fazer cirurgia
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terça-feira, 23 de julho de 2002
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Duas das quatro vítimas de uma bomba que explodiu anteontem no Jardim Maria Lúcia, zona oeste de Londrina, terão que fazer cirurgia de reconstituição facial. O autor do atentado, que usou um rádio para ''camuflar'' a bomba, ainda não foi identificado pela polícia.
Mesmo 24 horas depois do acidente, a família Borges ainda estava abalada com o caso. Enquanto terminavam de arrumar a mudança na nova casa em Cambé, parentes e amigos ajudavam a família a enfrentar melhor a situação. A imagem do forno de microondas totalmente destruído (o rádio foi colocado sobre o eletrodoméstico antes de explodir) mostra bem a potência da bomba.
Entre as vítimas feridas com estilhaços estavam duas crianças. A estudante F.A.B, 13 anos, que levou o rádio para dentro de casa depois de tê-lo encontrado perto do relógio d'água, foi uma das que mais sofreu com o atentado. ''Ela terá que fazer uma cirurgia plástica na região do olho direito, enquanto eu terei que reconstituir parte do queixo. Só não sabemos com que dinheiro faremos a operação'', lamentou Lucila de Souza Borges, 38, dizendo que apenas a cirurgia dela custará mais de R$ 2 mil.
Os irmãos de F.A.B., Lidiane Borges, 20, e o caçula J.M.B, de apenas oito anos, também foram feridos por estilhaços e pregos colocados no interior do rádio, mas devem se recuperar apenas com medicamentos. ''Não entendo como isso foi acontecer. Trabalho como vigia de rua há anos e nunca fiz qualquer inimigo'', afirmou o segurança João Borges, 40, lembrando que moraram no bairro londrinense por apenas cinco meses. O delegado do 3º Distrito Policial de Londrina, João Almeida de Aquino, assumiu o caso ontem mas disse que não havia pistas dos criminosos.


