Quando o policiamento pago com dinheiro público é insuficiente para coibir a violência, as vítimas se vêem forçadas a desembolsar mais do que impostos. Donos de estabelecimentos na Avenida Maringá estão apelando para vigias e tecnologia em segurança particular para evitar novos crimes.
O gerente de uma revendedora de automóveis, que pediu para não ser identificado, contou que teve de adotar um sistema mais avançado de alarmes e monitoramento, além de contratar mais um segurança. Há pouco mais de um ano a loja foi assaltada em horário comercial, por quatro pessoas armadas que levaram uma grande soma em dinheiro. ''O policiamento inibe a ação de assaltantes. Como não há, temos que manter guardas 24 horas'', diz, ressaltando que até hoje a polícia não identificou os autores do roubo.
Em seu restaurante, o empresário Arnaldo Falanca instalou sistema de detecção de invasores por fotocélula e acionamento automático da central de vigilância, via rádio. ''Os ladrões estão dominando a tecnologia. A gente tenta ficar à frente deles, mas é complicado'', justifica. Por mês, ele gasta em torno de R$ 1,5 mil só com segurança. ''O problema é que isso pode acabar refletindo nos preços repassados aos clientes. Por enquanto, estamos conseguindo segurar.'' (V.N.)

mockup