Vítimas enfrentam reabilitação mais longa
Londrina- Segundo a professora do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutoranda em Saúde Coletiva, Flávia Lopes SantAnna, as lesões mais graves provocadas por acidentes em alta velocidade levam à morte em um período de 24 a 48 horas, no que é conhecido como o "período letal". "Aqueles que sofrem essas lesões mais graves e sobrevivem a esse período precisam ser internados na Unidade de Terapia Intensiva e precisam enfrentar um processo de reabilitação bastante longo e que exige mais recursos", destacou.
Flávia explica que nos condutores de automóveis as ocorrências mais frequentes são os traumas torácicos, já que muitos deles são atingidos pelo volante e também devido à contenção do cinto de segurança. "Se pegar o airbag pode ter hemorragia, perfuração do pulmão, rompimento do baço ou do rim. Muita coisa pode acontecer. A pessoa também pode perder um órgão, ter um trauma craniano, fratura exposta das duas pernas, pode romper uma artéria principal que pode levar à morte", enumerou.
A pesquisadora ressalta também que de uma forma geral as motocicletas lideram as estatísticas de atendimento por acidentes em alta velocidade em Londrina, a maioria por colisão em objetos fixos. "Esses acidentes possuem maior letalidade. Se não acontece morte, tem muita fratura, traumatismo craniano. Isso aumenta o custo pós-hospitalar e o pior de tudo é a sequela. Muitas delas acontecem por não ter o capacete afivelado. A pessoa acaba batendo a cabeça na sarjeta, fica na UTI e a recuperação leva meses, isso se não tiver sequelas neurológicas. Se o que for atingido forem os membros, a amputação traumática não é tão rara. Além de também ter o risco de uma costela perfurar os pulmões." (V.O.)





