Vítimas de violência doméstica recebem tratamento especializado em Cianorte
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segunda-feira, 13 de março de 2017
Reportagem Local 
Com aproximadamente 70 mil habitantes, projeto pioneiro da Defensoria Pública do Paraná em Cianorte (Noroeste), vai reforçar o atendimento especializado a mulheres vítimas de violência doméstica na região. O Serviço de Acompanhamento a Mulheres em Situação de Violência Doméstica foi criado em 2015, e já foram acompanhadas mais de 70 mulheres.

Em dois anos de projeto, a equipe também formalizou uma articulação com instituições da rede municipal para facilitar encaminhamentos e atendimentos para as mulheres e suas famílias de maneira integral.
De acordo com a psicóloga Aline Hoepers, responsável pelo projeto, dentre os resultados almejados está a criação de um espaço de pertencimento, de orientação e apoio contínuos e mudança na auto-percepção da mulher, além de significativa melhora na sua autoestima, na forma como elas se percebem e da criação de uma rede de apoio entre elas, com um alcance que vai além do grupo.
As atividades de 2017 começam no dia 15 de março com um grupo de cerca de 20 mulheres. Os encontros ocorrem às quartas-feiras, quinzenalmente, às 19h30, na sede da Defensoria Pública em Cianorte. O grupo é aberto e qualquer mulher pode buscar espontaneamente o serviço, em qualquer momento do ano, como também pode ser encaminhada a partir de outras instituições. O perfil das assistidas é bem variado, com idades que estão entre os 18 e os 81 anos.
Apesar da ampliação das varas especializada em violência doméstica, conforme recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2007. O reduzido número de juizados especializados em violência contra a mulher nas cidades do interior expõe um dos principais desafios para a aplicação da Lei Maria da Penha.
Das 112 varas especializadas em violência doméstica criadas no Brasil, mais da metade está localizada nas principais capitais dos estados. Apenas 55 varas foram criadas em municípios do interior. Até 2006, existia apenas seis.
Segundo o Mapa da Violência 2015, com base em dados oficiais divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ONU Mulheres e Governo Federal, as cidades com mais alto índice de violência do país são aquelas com menos de 100 mil habitantes.


