As vítimas de ataques de abelhas - que já chegaram a 300 desde o início deste ano, em vários pontos do Paraná - precisam procurar socorro médico em seguida.
Para se ter uma idéia da gravidade de um ataque de abelhas, na última terça-feira uma égua morreu em apenas dez minutos, em Curitiba.
Alguns cuidados são básicos. O principal é não passar a mão ou espremer o local da lesão para evitar a contaminação por microorganismos. A recomendação é da médica Sônia Sobania, chefe da Unidade de Saúde 24 Horas Campo Comprido - a primeira da cidade a oferecer atendimento especializado para vítimas de animais venenosos.
Para aliviar a dor e o inchaço provocados pela picada, uma providência útil é aplicar compressas de água fria sobre a região afetada pelo menos na primeira meia hora após o acidente. ‘‘Mas não se deve usar soluções caseiras como passar cinza de cigarro, que não resolve nada e também pode contaminar a lesão’’, alerta Sônia.
Se a dor e a reação alérgica forem muito fortes, apenas cuidados domésticos podem não ser suficientes, colocando em risco a vida da vítima. ‘‘Se se tratar de alguém alérgico, a picada pode provocar um choque anafilático e até mesmo a morte. Felizmente esses casos são muito raros’’, pondera a médica.
Em situações desse tipo, o melhor é procurar um pronto-socorro. As unidades municipais de saúde podem atender casos de pequena gravidade ou, no máximo, encaminhar os mais graves para procedimentos hospitalares com a ajuda da Central de Ambulâncias.
Alerta - Por situação parecida pode passar a pessoa não alérgica mas que seja picada por várias abelhas. Nesse caso o socorro médico tem que ser imediato. Isso porque a histamina - uma substância vasodilatadora liberada no sangue e que tem a função de defender o organismo - pode provocar sangramento e também o choque, quando produzida em grande quantidade. A produção de histamina é proporcional ao estímulo - no caso, as ferroadas.
De acordo com a lei estadual 8.946, editada em 05.04.89, as abelhas não podem ser exterminadas. Os enxames são removidos por apicultores, que transportam as colméias para apiários. A Associação Paranaense de Apicultura possui uma lista com nomes de associados que podem fazer esse trabalho. O telefone da entidade é 246-5959. O Corpo de Bombeiros só atende situações em que haja vítimas. O telefone é o 193.

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