Perto de 80% das vítimas de assassinatos ocorridos em Foz do Iguaçu neste são ano tinham antecedentes criminais, além de ter residência em favelas. Os jovens entre 16 e 24 anos de idade representam grande parte dos mortos. Para os comandantes das corporações envolvidas na força-tarefa, o índice demonstra que os criminosos ‘‘estão se matando na periferia’’.
O secretário municipal de Cooperação dos Assuntos de Segurança Pública, Honório Olavo Bortolini, anunciou a informação com certo receio. ‘‘Ninguém gosta de mortes, mas a maioria das vítimas respondem por práticas ilícitas ou foram condenados por algum crime.’’
O delegado chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Luis Gilmar da Silva, afirmou que a polícia tem tomado medidas para acabar com os ‘‘acertos de contas por motivos fúteis’’. Segundo o delegado, a facilidade em comprar armas na fronteira é um dos principais motivos das execuções.
Silva destacou a fiscalização feita em hotéis e hospedagens da cidade. Durante os primeiros 10 dias da força-tarefa, 38 estabelecimentos do setor foram fiscalizados. Destes, 19 foram notificados por apresentarem irregularidades. (A.P.).

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