Um grupo de cinco pessoas da região de Umuarama, vítimas de um golpe aplicado por um casal que comprou dezenas de carros com cheques pré-datados e sem fundo, estiveram ontem em Curitiba tentando reaver seus veículos. Acompanhadas de um oficial de Justiça, elas procuravam seus automóveis na revenda de veículos GuaíbaCar, localizada na rua Francisco Derosso, no bairro do Xaxim. O oficial tinha em mãos cartas precatórias que autorizavam a busca e apreensão de sete veículos.
Apesar da informação de que esses veículos poderiam estar na garagem da GuaíbaCar, as pessoas lesadas afirmam que venderam seus automóveis para o casal Joni Rodrigues e Rosângela Abusio Rodrigues, residentes em Curitiba. O advogado da GuaíbaCar, Marcolino Pereira, disse que a loja de seu cliente não tem nenhum envolvimento com o golpe aplicado pelo casal.
Segundo o advogado, o proprietário da GuaíbaCar, Nilton Francisco Félix, ‘‘já comprou automóveis de Joni Rodrigues e sempre pagou à vista’’. Sobre a procedência dos carros, Marcolino Pereira disse que ela era comprovada e legalizada através do recibo assinado por seus proprietários. De acordo com o advogado, Rodrigues trabalhava como ‘‘uma espécie de atacadista, vendendo centenas de veículos em várias de garagens de Curitiba’’.
Das sete cartas precatórias de busca e apreensão, o Oficial de Justiça conseguiu cumprir apenas uma na GuaíbaCar, com um proprietário identificando seu veículo. O advogado Marcolino Pereira disse que a loja vai recorrer da decisão judicial para tentar reaver o veículo. Marcolino explicou que irá recorrer porque não foi o seu cliente que deu os cheques sem fundo. A Guaíba comprou e pagou pelos carros, disse o advogado.
O casal Joni e Rosângela Rodrigues está sendo acusado de lesar mais de 300 donos de carros na região de Umuarama. Eles compravam os veículos com cheque, e pagando até 30% a mais do que o valor de mercado, o casal exigia que o proprietáiro assinasse o recibo de venda. Quando os antigos proprietários iam trocar os cheques, descobriam que eles estavam sem fundos.
Joni e Rosângela, que estão desaparecidos, foram indicados pela Delegacia do Consumidor de Curitiba por dois inquéritos que apuram denúncias de estelionato. Em Altônia, onde o casal teria comprado mais de 40 veículos, os proprietários lesados ingressaram com diversos pedidos de busca e apreensão para tentar reaver seus automóveis. Em Curitiba, eles preferiram não dar entrevista.

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