Palmeira - Uma viagem que seguia tranquila de Carlópolis (Norte Pioneiro) para Curitiba foi abreviada de forma trágica em razão de um acidente ocorrido no km 538 da BR-376, em Palmeira (Campos Gerais). O ônibus da empresa Princesa do Norte bateu na traseira de um caminhão-tanque carregado com 30 mil litros de álcool. Ambos os veículos se incendiaram e nove pessoas - incluindo pai, mãe e os dois filhos - morreram. Os corpos ficaram carbonizados. A identificação deverá ser feita através de exames de DNA, um processo que poderá demorar até três meses. Outras 16 pessoas ficaram feridas, sendo uma em estado grave. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus saiu de Carlópolis às 23 horas de quarta-feira e o acidente teria ocorrido às 4 horas. O fogo se alastrou rapidamente e não houve tempo hábil para que todos conseguissem usar as saídas de emergência para fugir das chamas. Os dois veículos ficaram totalmente destruídos e a PRF trabalhou até o final da manhã na retirada dos destroços e na limpeza da pista sentido Interior/Capital.
O motorista do ônibus, Edvaldo Benedito Gonçalves, 36 anos, foi uma das vítimas fatais. Ele morava em Ourinhos (SP). Dentre os outros oito mortos, quatro eram de uma mesma família (pai, mãe e dois filhos pequenos), que voltava para casa, em Curitiba. Uma sexta vítima (um homem) residia em Ribeirão Claro. A empresa não havia apurado até o final da tarde de ontem o local de residência das outras três vítimas fatais, todas do sexo masculino.
Outros 16 passageiros ficaram feridos. O quadro mais grave era o de Josias Barbosa, 71 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vicentino, em Ponta Grossa. Os demais seguiram para outros hospitais de Ponta Grossa e Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba). O motorista do caminhão, Ronaldo da Silva, 67, não sofreu ferimentos.
Por causa do estado dos corpos, que foram praticamente incinerados, o Instituto Médico Legal (IML) terá que fazer a identificação por meio de exames de DNA. Ontem, familiares das vítimas retiraram amostras de sangue para confrontar com o das vítimas. O processo poderá levar até 90 dias e, enquanto isso, os restos mortais não poderão ser liberados aos familiares. Outra dificuldade é que a empresa não possuía uma listagem dos passageiros, uma vez que o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) não faz essa exigência para viagens intermunicipais.
O supervisor de motoristas da Princesa do Norte, Milton Ribeiro, garantiu que a empresa está prestando toda a assistência necessária aos feridos e as famílias dos mortos. Um ônibus levou os familiares até Ponta Grossa. Ele comentou que o motorista trabalhava há dois anos na empresa, era acostumado com essa linha e havia concluído um curso de reciclagem na terça-feira. ''Era a primeira viagem que ele fazia depois do treinamento'', lamentou. Ribeiro informou que a assessoria jurídica da empresa estava em contato com autoridades policias para tentar esclarecer as circunstâncias do acidente. (Colaborou Diogo Cavazotti, de Curitiba)

mockup