Vítimas de assalto pedem mais segurança no centro
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sexta-feira, 05 de dezembro de 1997
Londrina 
Estamos condenados à própria sorte, nas mãos dos ladrões e sem saber o que fazer, desabafou uma senhora que nesta semana foi assaltada cinco vezes no local conhecido pela vizinhança como quadrilátero dos roubos, compreendido entre as ruas João Cândido, Espírito Santo, Alagoas e Pernambuco. A mulher esteve na Folha acompanhada de outra vítima de roubo no mesmo local. Elas pediram para não serem identificadas com medo de represália dos assaltantes. Os ladrões sempre são os mesmos, andam em trio e não têm hora para roubar. Estão sempre armados com faca e revólver e obrigam a gente a entregar dinheiro e jóias.
Uma outra vítima foi Mariante da Costa, assaltado na tarde da última segunda-feira nas proximidades do Bosque. Ele foi obrigado a acompanhar os dois ladrões até uma casa abandonada na rua Espírito Santo (entre as ruas João Cândido e Pernambuco) e entregar R$ 560,00. O dinheiro representava a adiantamento de seu 13º salário. Eles disseram que não queriam fazer escândalo e me encostaram um revólver nas costas. Fui obrigado a acompanhá-los. Na casa abandonada, levei socos e senti que eles estavam drogados. Só não morri por milagre. Pelo tipo que descrevi, um dos ladrões foi reconhecido por outra vítima amiga minha como sendo o Chupa-Cabra, que já tentou matar a facadas uma pessoa no Bosque, contou.
Além destes assaltos na noite de quarta-feira, ocorreram outros quatro na área central de Londrina. O delegado Jorge Barbosa prendeu José Luciano Celso Dias, 29 anos, acusado de ter participado de um deles. Ontem à tarde, ele foi reconhecido pela vítima Aparecida Lourenço.


