Vítimas de acidente lotam hospital
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Até o final da manhã de ontem, o pronto-socorro do Hospital Cajuru, na Capital, não recebeu vítimas de acidentes que precisassem de cirurgia. O motivo foi o aumento da demanda de pessoas acidentadas no trânsito no último fim de semana, que lotaram as salas de cirurgia do hospital.
Segundo a assessoria de imprensa do Cajuru, os últimos dias foram atípicos e 35 pessoas vítimas de acidentes deram entrada no hospital. A instituição teve que solicitar às ambulâncias que levassem novas vítimas para outros hospitais da região. Depois do meio-dia de ontem, os atendimentos de cirurgias foram regularizados. Apesar desses números terem sido considerados altos pelo hospital, desde junho, quando a ''Lei Seca'' (11.705/08) começou a vigorar, o volume de acidentes tem diminuído.
A queda nos números de acidentes deve continuar, segundo a polícia. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) informou que, desde junho, foram registradas 244 infrações de trânsito, onde foram flagradas pessoas alcoolizadas em Curitiba. De acordo com o soldado Gerson Teixeira, da comunicação do BPTran, 232 pessoas flagradas foram encaminhadas para a Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran).
No último final de semana, entre sexta-feira e domingo, o BPTran atendeu 105 acidentes, número considerado dentro da média por Teixeira. Para ele, a chuva do último sábado causou um pequeno aumento. Foram 41 acidentes em Curitiba no sábado. Na sexta-feira, a polícia atendeu 27 acidentes e, no domingo, 37. ''No sábado aumentou um pouco em decorrência da chuva'', explicou o policial. Uma pessoa morreu e 87 ficaram feridas no final de semana.
Para conter o abuso dos motoristas, de acordo com Teixeira, a polícia contava até ontem com quatro bafômetros (etilômetros) na Capital. O número dobrou com a doação de mais quatro equipamentos, feita pela Volvo do Brasil, por meio do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
Segundo o soldado, as duas Companhias do BPTran que atuam na cidade utilizam três bafômetros para operações de fiscalização e um etilômetro fica em uma viatura que circula pela cidade durante 24 horas. O policial explicou que, quando ocorre um acidente, uma equipe se desloca para o local para fazer o atendimento e outra viatura chega com o aparelho.


