Não correm risco de vida as vítimas do acidente ocorrido anteontem à tarde envolvendo um ônibus da Viação Ouro Branco, que fazia a linha São Paulo/Londrina. De acordo com a empresa, 13 passageiros foram hospitalizados, mas apenas Sérgio Luiz Romanholi permanecia internado em observação, ontem de manhã, no Hospital Regional de Sorocaba (SP). O encarregado de tráfego da Ouro Branco, Cláudio Corniani, informou que os outros feridos foram encaminhados para suas residências entre a noite de sexta-feira e a manhã de ontem.

O acidente aconteceu por volta das 15 horas de sexta-feira, no km 89 da Rodovia Castelo Branco (SP-280). A Polícia Militar Rodoviária de Tatuí (SP) informou que o ônibus tombou após colidir na traseira de um caminhão Mercedes-Benz descarregado. O motorista do caminhão, Paulo dos Santos Azevedo, 46 anos, sofreu ferimentos graves e permanecia internado ontem de manhã na Santa Casa de Itu (SP). As pessoas que não se feriram chegaram em Londrina ontem, por volta da meia-noite. Quarenta passageiros viajavam no veículo da empresa londrinense.

A professora Mércia Maria Cardoso Tavares da Silva, 30, esposa de um dos passageiros do ônibus, afirmou ontem à Folha que enfrentou dificuldades para saber sobre o estado de seu marido, o professor José Luciano Tavares da Silva, 36. Segundo ela, apesar do acidente ter ocorrido às 15 horas, ela só conseguiu as primeiras informações após às 21 horas, quando estranhou a demora de Luciano e foi até a Rodoviária de Londrina checar se houve algum problema com a viagem.

Mércia acusou a Viação Ouro Branco de negligência no repasse de informações. ''À 1h30 (da madrugada de ontem), eu ainda não sabia o real estado de meu marido. Disseram que o Luciano não havia sofrido nenhum arranhão, mas quando falei com ele, soube que havia cortado a cabeça. Como posso acreditar no que a empresa diz?'', questionou.

Cláudio Corniani, da Ouro Branco, que viajou a Sorocaba assim que soube do acidente, afirmou que as famílias das vítimas não foram avisadas porque ele não possuía o telefone das pessoas. Questionado sobre as fichas de identificação que são preenchidas antes do embarque, ele revelou que ficam em São Paulo, na garagem da Viação Garcia (parceira da Ouro Branco). ''Em caso de acidente, precisamos ter informações concretas antes de procurarmos os familiares'', disse.

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