Vítimas ainda buscam indenização
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Mais de cinco anos depois da queda da marquise no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e que resultou em duas mortes e 22 feridos, as vítimas ainda buscam na Justiça a reparação pelos danos. Também tramita na Justiça ação sobre a responsabilidade do acidente.
Na semana passada foi realizada uma tentativa de conciliação entre a Procuradoria jurídica da UEL e uma das vítimas do caso, mas não houve acordo. O autor da ação de indenização é Edson Santana da Silva, funcionário da própria universidade.
Ele trabalha como técnico de laboratório do Museu de Zoologia da instituição e conta que no dia da queda estava em frente ao prédio. ''Eu estava bem embaixo da marquise quando tudo começou a estalar'' recorda Silva. Ele conta olhou para cima e viu que tudo estava cedendo e saiu correndo, mas já era tarde. ''Eu fui atingido pelos destroços e tive uma lesão no tornozelo, uma fratura exposta'', conta.
Silva que tudo foi muito rápido, no entanto relembra que foi possível perceber que estava sangrando e ficou esperando socorro. ''Logo na sequência escutei gritos de todo mundo, estavam todos desesperados'', relembra. Em seguida começaram a aparecer pessoas tentando ajudar e procurando tranquilizar as vítimas. '' Foi um alívio sair vivo'', conta. Ele diz que só conseguiu ver a esposa e o filho no dia seguinte e considera que foi como nascer de novo.
Na época Silva teve de receber dois pinos no tornozelo e ficou oito dias hospitalizado. Hoje ele conta que já retirou os pinos e voltou à atividade normal. Seu advogado Jorge Hamilton Aidar afirma que não é fácil prever quando o processo será finalizado. '' É tudo muito difícil porque um órgão público não faz acordo por causa do Tribunal de Contas'', explica.
Processos
A ação penal resultante das investigações realizadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público não cita a UEL como responsável pelo acidente. Uma medida cautelar de produção antecipada de provas foi solicitada pela construtora responsável pela obra, mas a perícia judicial ainda não foi realizada. Esse pedido de perícia judicial havia sido extinto, mas a empresa recorreu e aguarda a decisão. O processo tramita na 2 Vara Criminal.
Segundo a procuradoria jurídica da UEL existem sete processos tramitando na Justiça contra a instituição. São cinco ações de indenização, ação de reparação por danos morais e materiais e uma ação ordinária de reparação de danos. ''A UEL tem feito o amparo aos estudantes, inclusive realizando o pagamento de próteses, de medicamentos, de fisioterapia e de viagens'', diz a procuradora jurídica da UEL, Marinete Violin. Ela conta que essas despesas foram feitas administrativamente independentemente de qualquer decisão judicial. '' Até agora a UEL já gastou R$ 400 mil para essas despesas'', conta.


