Numa suposta tentativa de assalto contra um posto de combustíveis na Zona Oeste de Londrina, um adolescente de 14 anos acabou morto. Ele teria entrado na loja de conveniências do posto e anunciado o roubo. Um cliente teria reagido e, durante luta entre os dois, o adolescente foi baleado. O menino ainda teria percorrido cerca de um quilômetro de bicicleta até cair inconsciente, próximo da casa onde morava.
A funcionária que estava no caixa contou que era pouco mais de 14 horas quando o adolescente entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Um cliente que havia entrado momentos antes teria avançado sobre o menino na tentativa de desarmá-lo. ''Quando eles começaram a brigar e caíram no chão, eu corri para os fundos e só ouvi o barulho dos tiros'', afirmou a mulher, que não quis se identificar. O cliente não é conhecido dos funcionários.
Mesmo ferido, o adolescente ainda subiu em sua bicicleta e pedalou cerca de um quilômetro até cair na Rua Plutão, no Jardim do Sol. O Siate prestou os primeiros socorros mas ele morreu na ambulância. Conforme o Corpo de Bombeiros, o garoto foi atingido por um disparo no tórax. O Instituto Médico Legal (IML) completou que o tiro teria sido dado pelas costas e que a vítima também tinha escoriações na cabeça.
O delegado do 3º Distrito Policial, Valdir Fernandes, disse que a arma que tirou a vida do adolescente não foi encontrada, assim como a bicicleta usada na fuga. Ele também não conseguiu detalhes sobre o atirador mas afirmou que o suspeito não trabalhava como segurança do posto. O perito criminal José Denilson Santos recolheu um cartucho calibre 38 intacto e outro deflagrado, fotografou o interior da loja e colheu amostras de sangue.
O pai do garoto morto, o pedreiro Paulo Izaías Alves, 41 anos, disse que o filho era o caçula dentre quatro irmãos. ''Era um moleque sadio, bonito, que nunca deu trabalho'', chorou. Alves disse que o filho estudava e o ajudava como servente em algumas situações. ''Tomaram a arma e atiraram na cabeça dele. Isso não se faz nunca. Podiam ter atirado na perna ou então chamado a polícia e pronto'', lamentou.

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