Vítima polemizou em Campo Mourão
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segunda-feira, 12 de agosto de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão Responsável há um ano pela administração da rodoviária de Campo Mourão, Nelson Cunha Júnior gerou polêmicas com empresas de ônibus e com a própria prefeitura. A última delas, a denúncia de que empresas usavam pontos clandestinos de embarque, acabou virando um decreto publicado sexta-feira passada. O decreto confirma a proibição de embarques fora da rodoviária e obriga a cobrança da tarifa de embarque.
Cunha Júnior causou polêmica antes, quando entrou na Justiça para anular a concorrência feita pela prefeitura para a terceirização da rodoviária nova. Deu certo. Ele acabou vencendo a segunda licitação. Em seguida, enfrentou um boicote das empresas de ônibus, que se recusaram a ir para o novo terminal alegando que os preços cobrados pela administradora eram abusivos. O impasse atrasou a operação da rovoviária.
O novo terminal começou a funcionar em agosto de 2001, mas Cunha Júnior entrou com nova ação contra a prefeitura, reclamando que o município mudou o regulamento da rodoviária depois do contrato ser assinado. Um novo duelo começou em fevereiro, quando empresas de ônibus suspenderam a cobrança da tarifa de embarque e acusaram Cunha Júnior de não responder um ofício para discutir o assunto.
No mês passado, o empresário reagiu e denunciou as empresas por usarem pontos clandestinos de embarque. Sem acordo entre administradora e empresas, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) publicou sexta-feira um decreto obrigando a cobrança da tarifa de embarque por parte das empresas e definindo apenas três pontos de desembarque fora da rodoviária. Foi uma vitória de Cunha Júnior, mas o decreto só entra em vigor amanhã.


