Vítima não tinha antecedentes
O contador Waltair Delfino Soares, 40 anos, pai do menor Tadeu, disse ontem que o filho nunca teve arma de brinquedo e que ele não tinha tendência para atos violentos. Soares afirmou que o filho era um adolescente calmo e que nunca teve problemas de conduta. Soares não conhecia os três adolescentes que estavam com Tadeu no momento da abordagem policial, mas afirmou ontem que tinha colhido informações de que se tratam de garotos de bem.
Soares disse não ter rancor do policial, mas afirmou que pretende apurar o que ocorreu na madrugada de domingo. Quero saber da verdade e o que levou o policial a atirar, desabafou. O policial não deve sacar a arma e sim proteger a população, disse. Tadeu, conforme Soares, tinha tirado a carteira de trabalho recentemente e se preparava para trabalhar.
Sobre a participação do filho no arrombamento da banca de revista, Soares definiu como um momento de bobeira. Soares afirmou também que o filho sempre saia à noite e que naquele dia ele tinha autorizado Tadeu a sair com os amigos. Ele me disse que iria numa chácara e eu deixei porque nunca tinha acontecido nada, explicou.
Tadeu era o terceiro filho do casal. A mãe dele, a dona-de-casa Maria Tereza Rosa Soares, estava em estado de choque ontem. O corpo de Tadeu foi enterrado domingo, às 18 horas. Colegas de escola de Tadeu que foram ao velório do adolescente marcaram uma passeata para amanhã, partindo do colégio Instituto de Educação, onde ele cursava o primeiro ano do 2º grau.
Revistas Tadeu e A.B. roubaram da banca de revistas próxima ao Hospital Maringá 44 revistas e gibis sobre os mais variados temas, inclusive 12 posters de artistas internacionais.
O valor dos produtos roubados, de acordo com o delegado Emerson Fortunato de Abreu, é de aproximadamente R$ 150,00. Ele acredita que os garotos não tinham a intenção de vender as revistas. Pelos títulos das revistas e pela quantidade de cada uma delas, acredito que eles tenham roubado por curiosidade sobre os temas, disse Abreu.





