Vítima foi violenta, afirma testemunha
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segunda-feira, 30 de junho de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
A polícia ouviu ontem à tarde Roberto da Silva, uma das testemunhas da morte do empresário Alexandre Elias Castilho, 33 anos, ocorrida no domingo. Castilho levou dois tiros.
Segundo conhecidos, Castilho tinha fama de violento. O homicídio foi cometido na madrugada de domingo por Dorival Augusto, 38 anos, no posto Warlon, que fica na rodovia PR-373, quilômetro 401, no distrito da Warta (zona norte de Londrina).
Conforme as primeiras versões apuradas pela polícia, o crime aconteceu após discussão sobre um aparelho de rádio amador (PX) emprestado pela vítima. Castilho teria procurado Dorival Augusto para reclamar de interferências na recepção de seu PX. O autor do crime é responsável pela lanchonete do posto.
Roberto da Silva, que depôs ontem, trabalha como caixa no posto Warlon. Ele disse ao delegado do 5º Distrito Policial, Edson Casagrande, que há mais de quinze dias Dorival Augusto e Alexandre Castilho vinham se desentendendo por causa do rádio amador. A testemunha afirmou que, no dia do crime, eles trocaram telefonemas ofensivos e que, por volta das 2h30, a vítima chegou ao posto em um carro Pampa. Ao chegar, o empresário teria tomado de volta o aparelho de rádio amador e o revólver calibre 38, que havia emprestado ao vigia do posto.
Após deixar o revólver no banco da frente da Pampa, teria ido na direção de Dorival e lhe dado um soco. Na versão de Roberto, Castilho recebeu os tiros depois da agressão. E morreu quando era levado para o HU.
O delegado Casagrande disse ontem que Dorival Augusto deverá se apresentar hoje. Mais cinco testemunhas devem ser ouvidas a partir de amanhã.


