Vítima estava sob ameaça
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quinta-feira, 05 de abril de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
A mulher de Pedro Graciano da Silva, Letícia Cristina Cunha, 23 anos, estava torcendo ontem para que o ex-companheiro permanecesse preso ou que fosse morto pela Polícia Militar. Quando aguardava o atendimento médico em uma maca no ambulatório do Hospital Cajuru, em Curitiba, Letícia contou à Folha que, apesar de conhecer Pedro, foi surpreendida pela sua ação.
Cheguei antes da hora da audiência no Tribunal, ele estava na lanchonete e se aproximou da gente, disse Letícia, que estava escondida de Pedro há dois meses. Acompanhada da mãe, Creuza Bessani Cunha, 54 anos, e do pai, Benedito Souza Cunha, 53 anos, Letícia disse que evitou falar com Pedro. Mas quando ele se aproximou, vi uma arma e tentei avisar minha filha, mas levei um tiro, conta Creuza. Letícia foi agarrada e foi atingida à queima-roupa no olho. Em seguida, o pai foi atingido no braço. O vigia desempregado ainda disparou contra o sargento do Exército, Antônio José Oliveira Coelho, 33 anos, que tentou dominá-lo.
Letícia e seus parentes foram levados para o Hospital Cajuru e o sargento foi encaminhado para o Hospital Evangélico. Ontem, no início da noite, todos os feridos estavam sob observação médica.
O olho de Letícia foi atingido de raspão. A mãe dela iria passar por uma intervenção cirúrgica para retira a bala presa na clavícula direita. O pai, Benedito Cunha, também foi operado, já que a bala quebrou o braço. O sargento do Exército também passava bem, depois que a bala foi retirada do tórax, sem ter afetado nenhum órgão interno.
A mulher contou que estava no Tribunal porque o marido iria receber uma sentença por fazer constantes ameaças de morte. Estava vivendo com ele há um ano e um mês. E, depois de um tempo de vida juntos, ele passou a apontar faca para mim, acreditando que eu o traía, disse.
Depois de constantes ameaças, Letícia denunciou o marido na Delegacia da Mulher.


