Como fazia diariamente, na noite do dia 9 deste mês, o ourives Orlando Pereira da Rosa, 39 anos, de Londrina, pegou o ônibus da linha 303 (Jardim Tókio) para voltar para casa. Quando estava a cerca de 300 metros de sua casa, ele e outros passageiros do ônibus foram surpreendidos por dois ladrões armados.
O ourives foi baleado na perna. Ele lembra que estava sentado no banco quando ouviu um estampido e percebeu que a sua perna direita estava ferida. ‘‘Depois que atiraram é que eles falaram que era um assalto’’, afirma. Como a porta do coletivo estava aberta, ele disse que saiu correndo. ‘‘Foi no desespero, na hora nem pensei em nada’’, observa.
Orlando foi levado por um homem a uma farmácia e, em seguida, para a Santa Casa, onde foi medicado. O ourives diz que pensava que a bala tivesse apenas passado de raspão. ‘‘Mas o tiro entrou pela região das nádegas e saiu pela coxa’’, relata.
Sobre o roubo, o ourives não ficou sabendo como terminou. Mas, na sua opinião, os ladrões foram precipitados. ‘‘Eles já estavam armados, não precisam dar tiros porque ninguém é louco de enfrentá-los’’, afirma.
Desde o dia do roubo, Orlando da Rosa não andou mais de ônibus e confessa que ficou com medo. ‘‘Eu vou ao médico de táxi ou de mototáxi’’, relata. Em breve, ele voltará a trabalhar e diz que terá de superar o medo para voltar a usar o transporte coletivo. ‘‘Seja o que Deus quiser’’.
Casado, pai de uma menina de três anos e com a mulher, Maria, grávida de cinco meses, disse que tomou todo o cuidado para contar o que aconteceu. ‘‘Eu fiquei desesperada e achei até que os meus filhos iam ficar sem pai’’, confessa Maria. ‘‘Agora a gente não tem sossego nem para andar de ônibus’’, afirma. (L.O.)

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