Vítima de suposto sequestro não depõe
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sexta-feira, 26 de março de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Polícia Civil de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) requisitou cópias de entrevistas dadas por Marcelo Schweigert, 20 anos, à rádios, jornais e emisssoras de TV. Schweigert deveria ter prestado depoimento, anteontem, sobre o suposto sequestro do qual teria vítima mas não compareceu à delegacia. Um atestado médico apresentado pelo advogado da família apontou que a vítima não tinha condições psicológicas para depor. Mas, para a delegada responsável pelo caso, Maritza Haisi, é ''estranho'' que Schweigert estivesse bem psicologicamente para atender a imprensa.
Marcelo ficou desaparecido por seis dias e reapereceu na última terça-feira, contando que foi sequestrado quando tentava voltar para casa, em Palmeira, depois de visitar a namorada no município de Campo Largo. O carro dele, uma Parati, foi encontrado queimado no distrito de Ferraria. Segundo sua irmã, Sandy, 23 anos, ele teria ficado trancado num quarto pequeno e escuro e foi libertado sem qualquer tipo pagamento de resgate. Durante os seis dias, os supostos sequestradores não entraram em contato com a família. A irmã disse também que ele tinha problemas com grupos de rapazes da região de Campo Largo. A rivalidade seria por causa da potência do som dos carros que tinham.
Mas, para a polícia, é estranho que um dia antes do suposto sequestro, Schweigert tenha retirado o som de seu carro. ''Primeiro contaram que ele havia vendido o carro. Depois a família afirmou que ele não vendeu o veículo mas que iria levar para que outras pessoas o vissem para comprá-lo. A história está mal contada'', afirmou a delegada. Segundo ela, três hipóteses estão sendo estudadas: sequestro, vingança e incêndio proposital do carro para liberar o seguro do automóvel. ''Vamos investigar profundamente o caso'', afirmou Maritza. O novo depoimento está marcado para segunda-feira, às 9 horas.


