A juíza da 2 Vara Criminal do Fórum de Londrina, Lídia Maejima, ouviu ontem duas testemunhas de acusação no processo de extorsão onde figuram como réus os policiais civis Wilson de Oliveira e Israel Henrique de Lima. A vítima, Adilson Sampaio Barbosa, confirmou as acusações que havia feito à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em janeiro.
Os dois policiais aguardam presos o andamento do processo mas declaram que são inocentes. Segundo a denúncia, eles teriam tentado extorquir Barbosa em R$ 700,00. Em troca, os policiais devolveriam equipamentos eletrônicos apreendidos por suspeita de serem furtados.
De acordo com advogado dos acusados, André Luiz Salvador, Barbosa divergiu em relação a depoimentos anteriores. Mesmo reafirmando a suposta extorsão, ele disse que chegou a receber voz de prisão por suborno dos policiais. Segundo o advogado, outro ponto é que ele teria dado declarações contraditórias quanto à quantia exigida: R$ 500 em oitivas passadas e R$ 700 nesta última. Ele também teria dito que os policiais não haviam disparado contra a viatura da PIC. Ontem, ele disse ter ouvido barulho de disparos no interior do veículo onde estava com os policiais.
Em virtude de a vítima ter sido levada ao depoimento por uma viatura da PIC e de ter ficado separada em uma antesala do Fórum, Salvador fez uma reclamação formal à juíza. ''A testemunha manteve contato com promotores e policiais da PIC antes de ser ouvida.''
O soldado Ricardo Hilário Fávaro também foi ouvido ontem. Duas outras testemunhas não compareceram. O advogado aguarda para os próximos dias o parecer do Tribunal de Alçada (TA), em Curitiba, sobre o pedido de habeas corpus em favor de seus clientes.
A reportagem procurou o coordenador da PIC, Leonir Batisti, mas ele declarou que não iria dar entrevistas sobre o assunto.

mockup