Natália Bittencourt, 22 anos, foi liberada ontem após passar 21 horas internada no Hospital do Coração para recuperar-se de intoxicação por monóxido de carbono provocada por um possível vazamento no aquecedor a gás do apartamento da família, na Gleba Palhano (Zona Sul de Londrina). O incidente provocou a morte de Pedro Henrique Lopes Bittencourt, 13, irmão da adolescente, que dormia num quarto próximo à área de serviço, onde fica o equipamento.
De acordo com o Hospital do Coração, ela chegou na instituição por volta das 9 horas. Apresentava sinais de intoxicação, como tontura e confusão mental. Após passar por tratamentos como oxigenoterapia e hidratação por soro, a paciente ficou em observação na UTI. Ela foi liberada e acompanhou o sepultamento do corpo do irmão, ontem às 9h15, no Cemitério São Pedro.
O delegado do 6º Distrito Policial, Manoel Pelisson, informou que a partir de segunda-feira vai ouvir as testemunhas do incidente, como a empregada e familiares. A investigação também vai usar os laudos que estão sendo preparados pelos institutos de Criminalística e Médico-Legal.
De acordo com o perito do IC José Denílson dos Santos, a morte de Pedro Henrique foi causada por asfixia por monóxido de carbano. O próximo passo é verificar as condições de instalação do aquecedor. ''Sabemos que há especificações quanto a altura, ventilação e metragem do cômodo, mas precisamos ter acesso às normas técnicas'', comentou.
Ele acrescentou que o órgão está buscando viabilizar acesso aos manuais da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que são comercializados. O prazo para entrega do laudo é de 15 dias.
O laudo do IML deve ser encaminhado à polícia em dez dias. Segundo o chefe-administrativo Fernando Piccinin, foram colhidas amostras para a realização de exames complementares, em Curitiba, para determinar os níveis da substância no corpo da vítima.

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