Vítima de incêndio criminoso em Cambé morre após dois meses internada
Claudineia Ramos dos Santos teve 50% do corpo queimado em junho, transferida ao HU/UEL; outras vítimas seguem hospitalizadas e suspeito está foragido
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Claudineia Ramos dos Santos teve 50% do corpo queimado em junho, transferida ao HU/UEL; outras vítimas seguem hospitalizadas e suspeito está foragido

Claudineia Ramos dos Santos, 38, vítima de um incêndio criminoso em Cambé (Região Metropolitana de Londrina) no dia 19 de junho, faleceu neste domingo (16) após permanecer quase dois meses internada no CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) do HU/UEL (Hospital Universitário da UEL). O ex-cunhado da mulher, Antonio Carlos Fermino da Silva, é procurado por tentativa de feminicídio e de homicídio, enquadramento definido antes da morte de Santos. A filha da mulher, de 16 anos, e um homem de 37 anos também estavam na residência e se feriram, ainda hospitalizados em Londrina.
O crime ocorreu no Jardim Tupi. Claudineia foi levada à Santa Casa de Misericórdia de Cambé com 50% do corpo queimado, sendo imediatamente entubada para transferência ao CTQ. Com o estado de saúde deteriorando, a mulher morreu neste domingo. Ambas as demais vítimas seguem internadas em leitos de UTQ (Unidade de Tratamento de Queimados), a filha de Santos, estável e consciente, já o quadro do homem é grave, tendo passado por traqueostomia.
Silva fugiu após a repercussão do caso, seguindo foragido até o momento e com um mandado de prisão preventiva expedido contra ele. Santos foi sepultada, em Cambé, nesta segunda-feira (17).
Laudo confirma incêndio criminoso
Como parte da investigação da Delegacia de PC (Polícia Civil) de Cambé, um perito da Polícia Científica avaliou a residência e emitiu um laudo confirmando a ação criminosa. A casa continha objetos e móveis carbonizados distribuídos aleatoriamente pela casa, além de sujidades de fuligem e um galão com três litros de gasolina parcialmente consumido pelo calor.
O profissional descobriu que o fogo se originou em pontos e cômodos distintos, como a sala e a cozinha, e se alastrou para os demais aposentos. Observando as instalações de energia elétrica, não encontrou indícios de curto-circuito na fiação. Também eliminou as hipóteses de o incêndio ter sido causado por raio ou auto-ignição de substâncias químicas, concluindo pela ação humana como agente.
A PC divulgou imagens de Antonio Carlos Fermino da Silva, solicitando que denúncias sejam feitas por meio dos telefones (43) 3249-8615 ou 181.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


