Um dos dois homens executados com vários tiros na tarde de anteontem, no Residencial Quadra Norte (Zona Norte de Londrina), estaria sendo ameaçado de morte, segundo revelações feitas por um amigo. André Luis Salvador é advogado do comerciante de veículos Eduardo Américo Pardim e revelou que Odair Marques Quintiliano, 28 anos, teria ligado para seu cliente pedindo abrigo pouco antes de ser morto. Além de Quintiliano, os mesmos atiradores também mataram Leandro Moreira do Nascimento, 23 anos. As vítimas estavam em um veículo Tipo e foram mortas em frente à casa que pertence a Pardim, na rua Reinaldo Sanches Mussi.
Salvador afirmou que Pardim não tem qualquer envolvimento com os homicídios. Segundo o advogado, o rapaz teria recebido uma ligação de Quintiliano, que afirmou estar sendo perseguido e precisava de um local para se esconder. Pardim, completou Salvador, teria dito que não estava em casa mas mesmo assim a vítima foi até o local, onde acabou morta.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial que apura os casos de homicídios, Márcio Vinícius Amaro, passou o dia investigando as circunstâncias do crime. Uma das hipóteses que estão sendo apuradas é que o crime possa ter ligação com o tráfico de drogas. Isso porque, segundo o delegado, Quintiliano possuía antecedentes ligado a esse tipo de crime e poderia ter se desentendido com os assassinos. Já a outra vítima teria sido morta porque apenas acompanhava Quintiliano. ''O Leandro, infelizmente, estava no lugar errado e na hora errada'', lamentou Amaro. A família disse à polícia que o rapaz trabalhava na compra e venda de carros e não teria antecedentes criminais.
Amaro informou que já tem alguns apelidos de pessoas que podem ter envolvimento com o duplo homicídio. O delegado conseguiu mandado judicial e revistou ontem a residência de Pardim. Foram apreendidos dois revólveres sem registro mas que, segundo Salvador, seriam para defesa pessoal e não teriam ligação com os assassinatos. Foi identificada e ouvida também a proprietária do veículo usado pelas vítimas. Ela declarou que conhecia Quintiliano e teria apenas emprestado o carro. O delegado apontou ainda que já tem pistas sobre o motorista do Tipo, que conseguiu escapar.

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