Vítima de estupro quer justiça
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Vítima de violência sexual em junho, quando um homem colocou uma faca em seu pescoço e a arrastou para um matagal nos fundos do Conjunto Semíramis Braga (Zona Norte), uma adolescente de 17 anos tenta esquecer o terror. Um desafio impossível, já que ela vê o estuprador praticamente toda a semana, no caminho de volta da escola.
Desesperada, a família da menina afirma ter feito inúmeras ligações para o disque-denúncia da Polícia Civil e para a Delegacia da Mulher, mas o agressor continua frequentando o bairro e é visto frequentemente pela vítima. Ontem, mãe e filha tentaram procurar ajuda na 10Subdivisão Policial de Londrina (SDP).
''Quando eu estou voltando da escola vejo ele do ônibus, sempre no mesmo lugar'', conta a adolescente. Revoltada, a mãe da menina teme que o marido acabe tomando uma atitude drástica. ''Não quero que o meu marido faça justiça sozinho. Esses dias ele colocou ela no carro e foi atrás do cara, por sorte eles não acharam ele'', diz.
A mãe conta que a menina não dorme direito, tem muitos pesadelos e chora muito. ''Só eu sei o que é passar a noite com ela, minha filha quer até largar a escola'', conta. A família desconfia que o agressor seja morador do bairro e teme pela segurança da adolescente. ''Não é só por ela; se ele fez isso com a minha filha pode fazer com qualquer uma'', acrescenta a mãe, que acusa as autoridades policiais de descaso.
A delegada Joseléia Pigozzi nega que a família tenha entrado em contato com a
Delegacia da Mulher. ''O inquérito está em andamento, chegamos a fazer várias noites de campana no barraco onde o crime ocorreu e não me chegou a informação que a moça tenha reconhecido o rapaz posteriomente'', disse. A delegada orientou a família a procurá-la para fazer a denúncia e credita a crítica à ansiedade de encontrar o culpado. ''Nem sempre pegamos logo o agressor e se a gente não dá satisfações seguidamente as pessoas acham que é descaso ''.


